HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Homem de 62 anos de idade, com antecedente de hipertensão e tabagismo (30 cigarros por dia desde os 20 anos de idade), foi vítima de um acidente automobilístico carro versus anteparo. No atendimento pré-hospitalar, foi intubado na cena por rebaixamento de nível de consciência e levado ao hospital mais próximo para assistência. Está internado na unidade de terapia intensiva há 2 dias. Apresenta múltiplas fraturas menores de arcos costais e membro superior direito, sem indicação de abordagem cirúrgica. Também teve traumatismo cranioencefálico, com alteração de tomografia de crânio, que pode ser vista a seguir: Não foram administradas medicações sedativas desde a admissão; mesmo assim o paciente está em coma, arresponsivo. No momento está em uso de norepinefrina 0,6mcg/kg/min, com pressão arterial média de 67mmHg, em ventilação mecânica invasiva, com fração inspirada de oxigênio de 50%. Os exames laboratoriais apresentam: hemoglobina 10,2g/dL (VR 13 - 18g/dL); hematócrito 30% (VR 39,2 - 49,0%); sódio 155mEq/L (VR 136 - 145mEq/L); potássio 5,3mEq/L (VR 3,5 - 5,1mEq/L); cálcio iônico 1,13mmol/L (VR 1,11 - 1,40mmol/L); ureia 86mg/dL (VR 10 - 50mg/dL) e creatinina de 2,0mg/dL (VR 0,7 - 1,3mg/dL). A gasometria arterial tem pH 7,35 (VR 7,35 - 7,45); PaCO₂ 75mmHg (VR 80 - 100mmHg); PaCO₂ 60mmHg (VR 35 - 45mmHg); bicarbonato 32mEq/L (VR 22 - 26mEq/L) e saturação arterial de oxigênio de 90% (VR 92 - 98%). Foi definido, em visita pela equipe assistencial, que não seria possível abrir o protocolo de morte encefálica neste momento. O que motivou esta decisão?
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