Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Menina, 5 anos, vítima de colisão automóvel, estava no banco traseiro, com cinto de segurança de duas pontas e foi lançada para fora do veículo. Está no terceiro dia de internação em leito de UTI Pediátrica, evoluiu com coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e com apneia persistente. Apresenta-se normotensa, com temperatura axilar 36ºC, SpO2 95% e com diagnóstico de lesão encefálica irreversível. Assinale a alternativa que contenha os critérios mais adequados para o diagnóstico de Morte Encefálica no caso acima, seguindo os critérios de 2017 do Conselho Federal de Medicina.
ME pediátrica (5 anos, CFM 2017): Observação 6h, 2 avaliações clínicas com 1h de intervalo + apneia + complementar.
Para o diagnóstico de Morte Encefálica em crianças de 5 anos, conforme o CFM 2017, é necessário um tempo de observação mínimo de 6 horas, duas avaliações clínicas com intervalo de 1 hora, além da realização do teste de apneia e de um exame complementar que comprove a ausência de atividade encefálica.
O diagnóstico de Morte Encefálica (ME) é um tema de extrema importância na medicina, com implicações éticas, legais e clínicas significativas, especialmente no contexto de doação de órgãos. No Brasil, os critérios são estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo a Resolução CFM nº 2.173/2017 a norma vigente que detalha os procedimentos para a constatação da ME. Em pacientes pediátricos, os critérios são adaptados à idade, considerando as particularidades do desenvolvimento neurológico. Para crianças com idade entre 2 e 5 anos, como no caso da questão, a resolução estabelece um tempo mínimo de observação de 6 horas. São necessárias duas avaliações clínicas completas, realizadas por médicos diferentes e não participantes das equipes de captação de órgãos, com um intervalo mínimo de 1 hora entre elas. Além das avaliações clínicas que confirmam o coma não perceptivo, a ausência de reflexos de tronco encefálico e a apneia persistente (confirmada pelo teste de apneia), é obrigatória a realização de um exame complementar. Este exame deve comprovar a ausência de atividade elétrica cerebral (ex: eletroencefalograma) ou de fluxo sanguíneo cerebral (ex: doppler transcraniano, angiografia cerebral). A correta aplicação desses critérios é fundamental para a segurança e a precisão do diagnóstico de Morte Encefálica, garantindo a conformidade legal e ética.
O diagnóstico de Morte Encefálica baseia-se na constatação de coma não perceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia persistente, após exclusão de fatores confundidores e confirmação por exames complementares.
Os critérios de Morte Encefálica em crianças variam principalmente em relação ao tempo mínimo de observação e ao intervalo entre as avaliações clínicas, que são mais longos em recém-nascidos e lactentes jovens, diminuindo com o aumento da idade.
O exame complementar (como eletroencefalograma, doppler transcraniano ou angiografia cerebral) é obrigatório para confirmar a ausência de atividade elétrica cerebral ou de fluxo sanguíneo cerebral, sendo um dos requisitos para o diagnóstico definitivo de Morte Encefálica.
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