Morte Encefálica: Exames Complementares Aceitos no Diagnóstico

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Qual dos exames abaixo NÃO é aceito para complementar o diagnóstico de morte encefálica?

Alternativas

  1. A) Angiografia cerebral
  2. B) Eletroencefalograma.
  3. C) USG Doppler transcraniano.
  4. D) Ressonância magnética de encéfalo.
  5. E) Tomografia por emissão de pósitrons.

Pérola Clínica

RM de encéfalo NÃO é exame complementar aceito para morte encefálica.

Resumo-Chave

A Ressonância Magnética (RM) de encéfalo, embora útil para identificar a causa do dano cerebral, não é um exame complementar aceito para confirmar a morte encefálica. Os exames aceitos devem demonstrar ausência de atividade elétrica cerebral ou ausência de fluxo sanguíneo cerebral, como EEG, Doppler transcraniano, angiografia ou cintilografia.

Contexto Educacional

O diagnóstico de morte encefálica (ME) é um processo complexo e de extrema importância, pois representa a cessação irreversível de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco cerebral, e é legalmente equivalente à morte do indivíduo. É um pré-requisito para a doação de órgãos e tecidos. A correta aplicação dos critérios clínicos e a interpretação dos exames complementares são fundamentais para evitar erros diagnósticos. O diagnóstico de ME é estabelecido por meio de critérios clínicos rigorosos, que incluem coma aperceptivo e arreativo, ausência de reflexos de tronco cerebral e teste de apneia positivo. Além dos critérios clínicos, a legislação brasileira exige a realização de exames complementares que demonstrem a ausência de atividade elétrica cerebral ou a ausência de fluxo sanguíneo cerebral. Exames como o eletroencefalograma (EEG) confirmam a ausência de atividade elétrica. Métodos que avaliam o fluxo sanguíneo cerebral, como a angiografia cerebral (convencional ou por tomografia), o Doppler transcraniano e a cintilografia cerebral, demonstram a ausência de perfusão. A Ressonância Magnética (RM) de encéfalo, por ser um exame morfológico e não funcional para esse fim específico, não é aceita como exame complementar para o diagnóstico de morte encefálica, embora possa ser útil para identificar a causa da lesão cerebral.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios clínicos para o diagnóstico de morte encefálica?

Os critérios clínicos incluem coma aperceptivo e arreativo, ausência de reflexos de tronco cerebral (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, de tosse e de vômito) e apneia, após exclusão de fatores confundidores como hipotermia e uso de sedativos.

Por que a Ressonância Magnética de encéfalo não é aceita para o diagnóstico de morte encefálica?

A Ressonância Magnética de encéfalo é um exame estrutural que avalia a anatomia cerebral e lesões, mas não é capaz de demonstrar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou a ausência de atividade elétrica cerebral de forma conclusiva para o diagnóstico de morte encefálica, que são os requisitos dos exames complementares.

Quais exames complementares são aceitos para confirmar a morte encefálica no Brasil?

No Brasil, os exames aceitos incluem eletroencefalograma (EEG), angiografia cerebral (convencional ou por TC), Doppler transcraniano, cintilografia cerebral com radioisótopos e potenciais evocados de tronco cerebral, todos demonstrando ausência de função ou fluxo cerebral.

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