SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Qual dos exames abaixo NÃO é aceito para complementar o diagnóstico de morte encefálica?
RM de encéfalo NÃO é exame complementar aceito para morte encefálica.
A Ressonância Magnética (RM) de encéfalo, embora útil para identificar a causa do dano cerebral, não é um exame complementar aceito para confirmar a morte encefálica. Os exames aceitos devem demonstrar ausência de atividade elétrica cerebral ou ausência de fluxo sanguíneo cerebral, como EEG, Doppler transcraniano, angiografia ou cintilografia.
O diagnóstico de morte encefálica (ME) é um processo complexo e de extrema importância, pois representa a cessação irreversível de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco cerebral, e é legalmente equivalente à morte do indivíduo. É um pré-requisito para a doação de órgãos e tecidos. A correta aplicação dos critérios clínicos e a interpretação dos exames complementares são fundamentais para evitar erros diagnósticos. O diagnóstico de ME é estabelecido por meio de critérios clínicos rigorosos, que incluem coma aperceptivo e arreativo, ausência de reflexos de tronco cerebral e teste de apneia positivo. Além dos critérios clínicos, a legislação brasileira exige a realização de exames complementares que demonstrem a ausência de atividade elétrica cerebral ou a ausência de fluxo sanguíneo cerebral. Exames como o eletroencefalograma (EEG) confirmam a ausência de atividade elétrica. Métodos que avaliam o fluxo sanguíneo cerebral, como a angiografia cerebral (convencional ou por tomografia), o Doppler transcraniano e a cintilografia cerebral, demonstram a ausência de perfusão. A Ressonância Magnética (RM) de encéfalo, por ser um exame morfológico e não funcional para esse fim específico, não é aceita como exame complementar para o diagnóstico de morte encefálica, embora possa ser útil para identificar a causa da lesão cerebral.
Os critérios clínicos incluem coma aperceptivo e arreativo, ausência de reflexos de tronco cerebral (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, de tosse e de vômito) e apneia, após exclusão de fatores confundidores como hipotermia e uso de sedativos.
A Ressonância Magnética de encéfalo é um exame estrutural que avalia a anatomia cerebral e lesões, mas não é capaz de demonstrar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou a ausência de atividade elétrica cerebral de forma conclusiva para o diagnóstico de morte encefálica, que são os requisitos dos exames complementares.
No Brasil, os exames aceitos incluem eletroencefalograma (EEG), angiografia cerebral (convencional ou por TC), Doppler transcraniano, cintilografia cerebral com radioisótopos e potenciais evocados de tronco cerebral, todos demonstrando ausência de função ou fluxo cerebral.
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