Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
O diagnóstico de morte encefálica (ME) exige importante rigor técnico e legal da equipe médica assistente, podendo representar grande impacto ético e emocional aos envolvidos. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:
No adulto, o protocolo de morte encefálica exige intervalo mínimo de 1 hora entre os dois exames clínicos.
A legislação brasileira para o diagnóstico de Morte Encefálica em adultos exige a realização de dois exames clínicos por médicos diferentes, com um intervalo mínimo de uma hora entre eles, além de um exame complementar que comprove a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica/metabólica.
O diagnóstico de Morte Encefálica (ME) é um tema de extrema importância na medicina, com implicações éticas, legais e emocionais significativas para pacientes, familiares e equipes de saúde. No Brasil, o protocolo para a constatação da ME é rigorosamente regulamentado por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM), visando garantir a precisão e a segurança do diagnóstico. A ME é definida como a parada total e irreversível das funções encefálicas, incluindo o tronco cerebral, o que equivale à morte legal do indivíduo. Para adultos, o protocolo exige a realização de dois exames clínicos completos por dois médicos diferentes, não pertencentes à equipe de captação de órgãos. Esses exames devem comprovar a ausência de coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, de tosse e de vômito) e o teste de apneia positivo. Um ponto crucial é o intervalo mínimo de uma hora entre esses dois exames clínicos, conforme estabelecido pela legislação, para assegurar a irreversibilidade do quadro. Além dos exames clínicos, é obrigatória a realização de um exame complementar que demonstre a ausência de atividade elétrica cerebral (eletroencefalograma isoelétrico), ausência de fluxo sanguíneo cerebral (angiografia cerebral, Doppler transcraniano) ou ausência de metabolismo cerebral. A escolha do exame complementar pode depender da disponibilidade e da condição clínica do paciente. É fundamental que todos os critérios sejam rigorosamente preenchidos e documentados para a conclusão do protocolo de Morte Encefálica, permitindo, quando aplicável, a discussão sobre doação de órgãos.
O diagnóstico exige a presença de coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico, apneia, e a realização de dois exames clínicos por médicos diferentes com intervalo mínimo de 1 hora, além de um exame complementar que comprove a ausência de atividade encefálica.
O intervalo entre os exames clínicos visa garantir a irreversibilidade da condição, permitindo que qualquer efeito residual de sedativos ou outras drogas seja dissipado e confirmando a ausência de qualquer recuperação neurológica.
Os exames complementares incluem angiografia cerebral (comprovando ausência de fluxo), eletroencefalograma (EEG com ausência de atividade elétrica), doppler transcraniano (ausência de fluxo diastólico ou fluxo reverso) e cintilografia cerebral (ausência de perfusão).
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