Morte Encefálica: Protocolo Diagnóstico e Avaliação do Doador

CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2018

Enunciado

Na avaliação do paciente com suspeita de morte encefálica e potencial doador (vontade já manifestada pela família) devemos realizar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Exame físico e história da doença atual.
  2. B) Tomografia computadorizada de abdome.
  3. C) História pregressa e história social.
  4. D) Teste de apneia.

Pérola Clínica

Avaliação morte encefálica → Foco em diagnóstico neurológico e elegibilidade para doação, não em TC de abdome.

Resumo-Chave

A avaliação de morte encefálica foca na confirmação da ausência irreversível de todas as funções do tronco cerebral e hemisférios cerebrais. Exames como TC de abdome não são parte do protocolo diagnóstico de morte encefálica, mas podem ser realizados para avaliar a condição dos órgãos para doação após a confirmação.

Contexto Educacional

O diagnóstico de morte encefálica é um processo rigoroso e multifacetado, essencial tanto para a declaração legal de óbito quanto para a possibilidade de doação de órgãos. Ele se baseia na constatação irreversível da perda de todas as funções do tronco cerebral e dos hemisférios cerebrais. O protocolo envolve uma avaliação clínica detalhada, incluindo exame físico neurológico completo, história da doença atual e pregressa, e a realização de testes específicos, como o teste de apneia, que confirma a ausência de drive respiratório. A avaliação do potencial doador de órgãos ocorre em paralelo, mas é distinta do diagnóstico de morte encefálica. Enquanto a história pregressa e social são importantes para identificar contraindicações à doação (como infecções graves ou neoplasias), e o exame físico é fundamental para o diagnóstico neurológico, a tomografia computadorizada de abdome não faz parte do protocolo diagnóstico de morte encefálica. Este exame pode ser solicitado posteriormente para avaliar a viabilidade dos órgãos abdominais para transplante, mas não para confirmar a morte encefálica em si. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam a sequência e a finalidade de cada etapa do protocolo de morte encefálica e da avaliação do doador. A precisão no diagnóstico é vital para evitar erros e garantir a ética e a legalidade do processo. A comunicação com a família sobre a vontade de doação é um aspecto sensível e importante, que deve ser abordado com clareza e empatia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios clínicos para o diagnóstico de morte encefálica?

Os critérios clínicos incluem coma aperceptivo, ausência de reflexos do tronco cerebral (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, tosse, vômito) e apneia, após exclusão de fatores confundidores como hipotermia ou uso de sedativos.

Qual a importância do teste de apneia no diagnóstico de morte encefálica?

O teste de apneia é crucial para confirmar a ausência de função do centro respiratório no tronco cerebral. Ele demonstra a incapacidade do paciente de iniciar a respiração espontânea, mesmo com níveis elevados de CO2.

Quais exames complementares podem ser usados para confirmar a morte encefálica?

Exames complementares incluem angiografia cerebral (para ausência de fluxo sanguíneo cerebral), eletroencefalograma (para ausência de atividade elétrica cerebral) e Doppler transcraniano (para ausência de fluxo).

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