Morte Encefálica: Aspectos Legais e Éticos da Retirada de Suporte

HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019

Enunciado

Paciente jovem, vítima de trauma cranioencefálico, evolui com morte encefálica. Sua família não aceita que os aparelhos sejam desligados, pois creem que o paciente "ainda acorde". Ele permanece mantido em ventilação mecânica em um hospital com capacidade de leitos monitorados esgotada e o médico emergencialista acabou de receber novo paciente com complicações pulmonares, necessitando realizar intubação orotraqueal, porém não há mais leito de monitorização e ventilador mecânico disponíveis na emergência nem na UTI. Pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) mesmo os familiares não permitindo, o médico intensivista está respaldado por lei a retirar a ventilação invasiva do paciente com morte encefálica.
  2. B) o paciente com complicações pulmonares, intubado na emergência, deverá obrigatoriamente ser transferido a outro hospital, uma vez que não se pode retirar a ventilação invasiva de um paciente em morte encefálica sem consentimento da família e então esta vaga de leito está descartada.
  3. C) apenas Glasgow 3 mantido por mais de 48h em um paciente sem sedação e teste de apneia positivo já caracterizam morte encefálica.
  4. D) não há necessidade de exame de imagem para comprovação de morte encefálica, os testes clínicos positivos para morte encefálica realizados por profissionais diferentes já bastam para o diagnóstico.

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