Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Considerando-se o diagnóstico da morte encefálica, podemos afirmar corretamente que o reflexo c:
Reflexo óculo-cefálico (olhos de boneca) → Integridade do mesencéfalo e ponte (NC III, IV, VI, VIII).
O diagnóstico de morte encefálica exige a ausência de reflexos de tronco; o reflexo óculo-cefálico testa a via vestibular e os núcleos oculomotores.
O diagnóstico de morte encefálica no Brasil segue critérios rigorosos que incluem dois exames clínicos, um teste de apneia e um exame complementar. Os reflexos de tronco avaliados são: fotomotor (mesencéfalo), córneo-palpebral (ponte), óculo-cefálico (ponte/mesencéfalo), óculo-vestibular (ponte/mesencéfalo) e o reflexo de tosse (bulbo). A compreensão das vias neuroanatomias é fundamental: o reflexo óculo-cefálico integra o VIII par (vestibular) com os núcleos dos nervos III, IV e VI através do fascículo longitudinal medial, permitindo a coordenação dos movimentos oculares em resposta à posição da cabeça.
Também conhecido como manobra dos 'olhos de boneca', é realizado rotacionando-se a cabeça do paciente lateralmente. Em um tronco íntegro, os olhos se movem na direção oposta ao movimento da cabeça. Na morte encefálica, os olhos permanecem fixos na órbita, acompanhando o movimento da cabeça de forma passiva.
O reflexo córneo-palpebral avalia a integridade da ponte. A via aferente é mediada pelo nervo trigêmeo (NC V - ramo oftálmico) e a via eferente é mediada pelo nervo facial (NC VII), que promove o fechamento da pálpebra pelo músculo orbicular do olho.
O reflexo óculo-vestibular (prova calórica) é um dos testes mais potentes para avaliar o tronco encefálico. A irrigação do conduto auditivo com água fria deve gerar desvio ocular em pacientes com tronco preservado. Sua ausência indica disfunção grave de ponte e mesencéfalo, sendo obrigatório no protocolo de morte encefálica.
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