HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Dentro os critérios abaixo, qual não satisfaz o diagnóstico de morte encefálica?
Morte encefálica: Pupilas fixas e arreativas são critério; mióticas NÃO invalidam, mas não são o critério primário.
O diagnóstico de morte encefálica exige a presença de coma aperceptivo (Glasgow 3), ausência de reflexos de tronco cerebral (incluindo reflexos pupilares fixos e arreativos, e ausência de reflexos óculo-cefálicos e óculo-vestibulares) e teste de apneia positivo. Pupilas mióticas por si só não são um critério diagnóstico de morte encefálica; o importante é a ausência de reação à luz e a fixidez. Pupilas mióticas podem ser causadas por outras condições, como intoxicações ou lesões pontinas, que precisam ser excluídas.
O diagnóstico de morte encefálica (ME) é um processo clínico rigoroso e de extrema importância, pois representa a cessação irreversível de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco cerebral. É um pré-requisito legal e ético para a doação de órgãos e para a interrupção de medidas de suporte de vida. A compreensão precisa dos critérios é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes. Os critérios diagnósticos de ME são estabelecidos por protocolos nacionais e internacionais e geralmente incluem a presença de coma aperceptivo (Escala de Coma de Glasgow = 3), a ausência de todos os reflexos de tronco cerebral e a ausência de movimentos respiratórios espontâneos, confirmada pelo teste de apneia. A ausência de reflexos de tronco abrange a fixidez e arreatividade pupilar, ausência de reflexos corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, de tosse e de vômito. É crucial excluir condições que possam mimetizar a ME, como hipotermia grave, intoxicações por sedativos ou bloqueadores neuromusculares, e distúrbios metabólicos severos. A presença de pupilas mióticas, por exemplo, não é um critério de ME e pode ser um sinal de intoxicação por opioides ou lesão pontina, que requerem investigação e tratamento antes de se considerar o diagnóstico de ME. O teste de apneia, realizado sob condições controladas para atingir um estímulo máximo de PaCO2, é o exame confirmatório da ausência de função respiratória do tronco cerebral.
O diagnóstico de morte encefálica baseia-se em três pilares: coma aperceptivo (Glasgow 3), ausência de todos os reflexos de tronco cerebral e teste de apneia positivo, confirmando a ausência de movimentos respiratórios espontâneos.
O teste de apneia é crucial para confirmar a ausência de função do centro respiratório no tronco cerebral. Ele é realizado após pré-oxigenação e elevação da PaCO2 a níveis que estimulariam a respiração em um indivíduo com tronco cerebral íntegro, sem que ocorram movimentos respiratórios espontâneos.
Devem estar ausentes os reflexos pupilares (fixas e arreativas), corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular (calórico), de tosse e de vômito. A ausência desses reflexos indica a falência completa do tronco cerebral.
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