Morte Encefálica: Critérios e Exames Complementares

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Jovem, 24 anos, tem suspeita de morte encefálica após acidente automobilístico. A família apesar de extremamente abalada, autoriza a doação de órgãos referindo ser esse um desejo do jovem. Dentre os exames abaixo, aquele que não se encontra protocolado para confirmação da morte encefálica do paciente é:

Alternativas

  1. A) eletroencefalografia.
  2. B) exame neurológico.
  3. C) arteriografia cerebral.
  4. D) doppler transcraniano.
  5. E) cintilografia cerebral.

Pérola Clínica

Morte encefálica: Diagnóstico requer exame neurológico rigoroso + 2 exames complementares que comprovem ausência de fluxo cerebral ou atividade elétrica.

Resumo-Chave

O diagnóstico de morte encefálica é complexo e exige a combinação de um exame neurológico clínico rigoroso e repetido, que demonstre ausência de reflexos de tronco encefálico e apneia, com exames complementares que comprovem a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica cortical. O exame neurológico é um critério clínico essencial, não um exame complementar para confirmação.

Contexto Educacional

A morte encefálica (ME) é a cessação irreversível de todas as funções do encéfalo, incluindo o tronco encefálico. É legalmente equivalente à morte do indivíduo e é um diagnóstico crítico, especialmente no contexto de doação de órgãos. O protocolo para sua confirmação é rigoroso e visa evitar erros diagnósticos. O diagnóstico de ME é estabelecido por critérios clínicos e exames complementares. Clinicamente, exige-se a presença de coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico (pupilar, corneano, óculo-cefálico, óculo-vestibular, de tosse e de vômito) e um teste de apneia positivo, que demonstre ausência de drive respiratório. Esses achados devem ser persistentes e observados em dois exames clínicos por médicos diferentes. Os exames complementares são utilizados para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou de atividade elétrica cortical, corroborando o diagnóstico clínico. Exemplos incluem eletroencefalografia (EEG), arteriografia cerebral, doppler transcraniano e cintilografia cerebral. É fundamental entender que o exame neurológico é a base clínica do diagnóstico, enquanto os demais são métodos complementares para sua confirmação, e não devem ser confundidos.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico de morte encefálica baseia-se em três pilares: coma aperceptivo, ausência de reflexos de tronco encefálico e teste de apneia positivo. Todos devem ser confirmados por dois exames clínicos realizados por médicos diferentes.

Quais exames complementares são utilizados para confirmar a morte encefálica?

Os exames complementares protocolados incluem eletroencefalografia (para ausência de atividade elétrica), arteriografia cerebral, doppler transcraniano e cintilografia cerebral (para ausência de fluxo sanguíneo cerebral).

Por que o exame neurológico não é considerado um exame complementar na morte encefálica?

O exame neurológico é o critério clínico fundamental e inicial para o diagnóstico de morte encefálica, avaliando a ausência de função do tronco encefálico e córtex. Os exames complementares servem para corroborar a ausência de fluxo ou atividade cerebral, não substituindo a avaliação clínica.

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