Mortalidade Masculina Jovem: Impacto das Causas Externas

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

A figura a seguir apresenta a mortalidade proporcional por alguns grupos de causa no sexo masculino e em grupos etários selecionados. Legenda:  DIC – Doenças Isquêmicas do Coração  DCV – Doenças Cerebrovasculares  ODC – Outras Doenças Coronarianas  IP – Influenza e Pneumonia  ODR – Outras Doenças Respiratórias  DF – Doenças do Fígado  ATR – Acidentes de Transporte  EII – Eventos com intenção indeterminada  AG – Agressões  AS – Afogamentos e/ou submersões  LAI – Lesões Autoinfligidas  Fonte: DATASUS, MS, 2021. (acesso em 01/07/2021).  Figura 1. Mortalidade proporcional (%) por grupos de causas e em faixas etárias selecionadas, no sexo masculino, Brasil, 2019.  Com base nos dados demonstrados nos gráficos, conclui-se que 

Alternativas

  1. A) as agressões e as causas externas de intenção indeterminada são responsáveis por pelo menos 50% dos óbitos ocorridos na faixa etária de 15 a 29 anos.
  2. B) na faixa etária dos 60 anos e mais, a mortalidade proporcional por doença isquêmica do coração é menor do que a faixa etária de 30 a 59 anos. 
  3. C) as doenças respiratórias, na faixa etária de 60 anos e mais, causam mais óbitos do que as doenças do aparelho circulatório. 
  4. D) atividades educativas visando reduzir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas teria menor impacto nos indicadores de mortalidade relativos às faixas etárias de 15 a 59 anos que na faixa etária de 60 anos ou mais. 

Pérola Clínica

Mortalidade masculina 15-29 anos: Agressões + causas externas indeterminadas > 50% óbitos.

Resumo-Chave

Em jovens do sexo masculino (15-29 anos), as causas externas, especialmente agressões e eventos de intenção indeterminada, representam uma parcela significativa da mortalidade, refletindo a alta vulnerabilidade a violências e acidentes nessa faixa etária.

Contexto Educacional

A análise da mortalidade proporcional por grupos de causa e faixa etária é um indicador crucial da saúde de uma população. No Brasil, a mortalidade masculina, especialmente em faixas etárias jovens, apresenta um perfil distinto, dominado por causas que refletem desafios sociais e de saúde pública. Compreender esses padrões é fundamental para a formulação de políticas de saúde eficazes. Para homens entre 15 e 29 anos, as causas externas, como agressões e eventos de intenção indeterminada, representam uma parcela alarmantemente alta dos óbitos. Isso indica uma grave questão de saúde pública relacionada à violência e aos comportamentos de risco, que afetam desproporcionalmente essa demografia. A análise desses dados permite direcionar intervenções preventivas e de proteção social. A redução da mortalidade por causas externas em jovens requer uma abordagem multifacetada, incluindo políticas de segurança pública, programas de educação para a paz e prevenção da violência, além de acesso a serviços de saúde mental e apoio social. Para residentes, a interpretação desses gráficos é vital para entender as prioridades de saúde em diferentes grupos populacionais e planejar ações de promoção e prevenção.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de mortalidade em homens jovens no Brasil?

As principais causas de mortalidade em homens jovens (15-29 anos) no Brasil são as causas externas, com destaque para agressões (homicídios) e acidentes de transporte, além de eventos de intenção indeterminada.

Por que as causas externas são tão relevantes nessa faixa etária?

As causas externas são relevantes devido a fatores sociais, econômicos e culturais, como exposição à violência urbana, uso de álcool e drogas, comportamentos de risco no trânsito e menor acesso a serviços de saúde e prevenção.

Como a saúde pública pode intervir na redução da mortalidade por causas externas?

A saúde pública pode intervir com políticas de prevenção da violência, educação para o trânsito, programas de redução de danos, acesso a serviços de saúde mental e ações intersetoriais que abordem os determinantes sociais da saúde.

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