SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2019
Um secretário municipal de saúde recebeu o relatório contendo informações sobre a mortalidade infantil do seu município, e percebeu que durante um ano ocorreram 440 óbitos em menores de 1 ano, destes 310 foram em crianças com menos de 28 dias de vida, sendo que 70% das mortes ocorreram até o sexto dia de vida. Os dados provenientes da maternidade indicavam 40.000 nascidos vivos. Considerando as faixas de coeficientes de mortalidade infantil, qual deve ser a intervenção adotada para reduzir as mortes em crianças?
Alta mortalidade neonatal precoce → focar em pré-natal, parto e cuidado ao RN para redução.
A alta proporção de óbitos em menores de 28 dias, especialmente nos primeiros 6 dias de vida, aponta para falhas na assistência perinatal. Intervenções focadas na melhoria do pré-natal, na qualidade do parto e na atenção ao recém-nascido são as mais eficazes para reduzir a mortalidade infantil nesse cenário.
A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde pública e desenvolvimento social. Ela é subdividida em mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias de vida) e pós-neonatal (óbitos de 28 dias a 1 ano). A mortalidade neonatal, por sua vez, é dividida em precoce (0 a 6 dias) e tardia (7 a 27 dias). A predominância de óbitos em uma dessas faixas etárias direciona as intervenções mais eficazes, sendo um conhecimento crítico para a gestão em saúde. No cenário apresentado, a alta proporção de óbitos em menores de 28 dias (mortalidade neonatal), com a maioria ocorrendo nos primeiros 6 dias (mortalidade neonatal precoce), indica que as principais causas estão relacionadas a fatores perinatais. Estes incluem problemas na assistência pré-natal (detecção e manejo de riscos), na qualidade do parto (asfixia, prematuridade, infecções) e nos cuidados imediatos ao recém-nascido. Portanto, as intervenções devem focar nessas áreas. A melhoria da assistência pré-natal, com acesso e qualidade adequados, e o investimento em tecnologias e treinamento para a atenção ao parto e ao recém-nascido (como leitos de UTI neonatal e bancos de leite humano) são as estratégias mais impactantes para reduzir a mortalidade neonatal precoce. Em contraste, ações como aumento da cobertura vacinal ou saneamento básico são mais eficazes para a mortalidade pós-neonatal, que não é o foco principal do problema neste caso.
A principal causa é identificada pela faixa etária predominante dos óbitos. Se a maioria ocorre em menores de 28 dias, especialmente nos primeiros 7 dias, o problema está na mortalidade neonatal precoce e perinatal.
Intervenções focadas na melhoria da assistência pré-natal (detecção de riscos, tratamento de infecções), qualificação da atenção ao parto (parto seguro, prevenção de asfixia) e cuidado ao recém-nascido (reanimação, aleitamento, UTI neonatal).
Mortalidade neonatal ocorre em menores de 28 dias de vida, geralmente ligada a causas perinatais. Mortalidade pós-neonatal ocorre entre 28 dias e 1 ano, frequentemente associada a infecções, desnutrição e condições ambientais.
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