INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Na tabela a seguir, são apresentadas as distribuições, por regiões do Brasil, dos óbitos de crianças com até um ano de vida, segundo faixa etária, para o ano de 2013: Considerando os dados apresentados nessa tabela, assinale a alternativa que apresenta a faixa etária com maior taxa de mortalidade no Brasil, em 2013, e as principais causas de óbito a ela associadas:
Mortalidade infantil no Brasil → Predomínio neonatal precoce (0-6 dias) por causas perinatais.
A mortalidade neonatal precoce (0-6 dias) é o principal componente da mortalidade infantil no Brasil, refletindo diretamente a qualidade da assistência ao pré-natal e ao parto.
A análise da mortalidade infantil é um indicador fundamental de desenvolvimento socioeconômico e qualidade dos serviços de saúde. No Brasil, a redução drástica da mortalidade pós-neonatal (causada por diarreia e desnutrição) nas últimas décadas deslocou o peso epidemiológico para o período neonatal. As afecções perinatais, incluindo complicações da prematuridade e eventos hipóxico-isquêmicos, demandam unidades de terapia intensiva neonatal equipadas e profissionais treinados. Já as anomalias congênitas ganham importância relativa à medida que as causas evitáveis são controladas, exigindo diagnóstico precoce e centros de referência para tratamento especializado.
A maior taxa de mortalidade ocorre no período neonatal precoce, que compreende os primeiros 0 a 6 dias de vida. Este período é extremamente sensível à qualidade da assistência obstétrica e neonatal imediata. No Brasil, embora as taxas venham caindo, este componente continua sendo o mais prevalente e o mais difícil de reduzir, exigindo intervenções qualificadas no pré-natal e durante o parto para prevenir as afecções perinatais, que são as causas líderes de óbito nessa fase.
As principais causas são as afecções originadas no período perinatal (como asfixia perinatal, prematuridade e infecções neonatais) e as anomalias congênitas. Diferente da mortalidade pós-neonatal, que é muito influenciada por fatores socioambientais e doenças infecciosas/nutricionais, a mortalidade neonatal precoce está intrinsecamente ligada a fatores biológicos e à assistência à saúde prestada à gestante e ao recém-nascido no ambiente hospitalar.
A mortalidade infantil (menores de 1 ano) divide-se em: Neonatal (0 a 27 dias) e Pós-neonatal (28 a 364 dias). O componente neonatal é subdividido em Neonatal Precoce (0 a 6 dias) e Neonatal Tardio (7 a 27 dias). Atualmente, no Brasil, o componente neonatal responde pela maioria dos óbitos infantis, com destaque para o período precoce, o que sinaliza a necessidade de melhorias na rede de atenção ao parto e nascimento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo