SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Nas últimas três décadas, o Brasil experimentou sucessivas transformações nos determinantes sociais das doenças e na organização dos serviços de saúde. Nesse período, os coeficientes de mortalidade infantil foram substancialmente reduzidos, com taxa anual de decréscimo de 5,5% nas décadas de 1980 e 1990 e 4,4% no período 2000- 2008. Assinale a afirmativa correta:
No Brasil, a mortalidade neonatal é o principal componente da mortalidade infantil, respondendo por cerca de 68% dos óbitos.
A mortalidade infantil, embora em declínio no Brasil, ainda tem a mortalidade neonatal (óbitos até 27 dias de vida) como seu componente mais expressivo. Isso reflete a importância de intervenções no pré-natal, parto e cuidados neonatais para a redução contínua das taxas.
A mortalidade infantil é um dos mais importantes indicadores de saúde e desenvolvimento de uma nação. No Brasil, houve uma significativa redução das taxas nas últimas décadas, refletindo avanços em políticas públicas e acesso a serviços de saúde. No entanto, a composição dessa mortalidade mudou. Atualmente, a mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias de vida) representa a maior parcela da mortalidade infantil total, superando a mortalidade pós-neonatal (28 dias a 1 ano). Essa transição epidemiológica destaca a importância de focar em intervenções que melhorem a saúde materna, a qualidade da assistência ao parto e os cuidados neonatais, como o acesso a UTIs neonatais e o manejo de prematuros. As causas da mortalidade neonatal estão frequentemente ligadas a condições evitáveis ou tratáveis, como prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia perinatal e infecções. A contínua redução da mortalidade infantil depende da qualificação da atenção primária, do fortalecimento do pré-natal, da melhoria da assistência ao parto e do investimento em tecnologias e equipes para o cuidado do recém-nascido.
Mortalidade infantil refere-se aos óbitos de crianças menores de um ano de idade. A mortalidade neonatal é um componente da mortalidade infantil e abrange os óbitos ocorridos nos primeiros 27 dias de vida, subdividindo-se em neonatal precoce (0-6 dias) e tardia (7-27 dias).
As principais causas de mortalidade neonatal estão relacionadas a condições perinatais, como prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia ao nascimento e infecções congênitas ou adquiridas no período neonatal, refletindo a qualidade da assistência pré-natal e ao parto.
A redução foi impulsionada por melhorias nas condições socioeconômicas, expansão do saneamento básico, acesso à atenção primária à saúde, programas de imunização, aleitamento materno e avanços na assistência obstétrica e neonatal.
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