PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2016
Em estudo realizado em Maceió - AL, visando identificar fatores de risco para mortalidade neonatal, comparou-se a história de 136 recém-nascidos que morreram antes de completar 28 dias de vida com 272 sobreviventes de mesma idade, neste mesmo período e os resultados são apresentados a seguir:Considerando a análise apresentada na tabela, assinale a alternativa ERRADA:
Baixa renda familiar e baixo peso ao nascer são fatores de risco para mortalidade neonatal, não de proteção.
A alternativa D está incorreta porque a baixa renda familiar (igual ou menor que dois salários mínimos) é um conhecido fator de risco para mortalidade neonatal, refletindo as desigualdades sociais e o acesso limitado a recursos de saúde e nutrição. Fatores de proteção seriam aqueles que diminuem a chance de óbito.
A mortalidade neonatal, definida como o óbito de um recém-nascido antes de completar 28 dias de vida, é um importante indicador de saúde pública e reflete as condições de saúde materno-infantil de uma população. A redução da mortalidade neonatal é um dos grandes desafios da saúde global, e a identificação de seus fatores de risco é essencial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção eficazes. Os fatores de risco para mortalidade neonatal são multifatoriais, abrangendo aspectos biológicos, socioeconômicos e de acesso a serviços de saúde. Entre os biológicos, destacam-se o baixo peso ao nascer, a prematuridade, malformações congênitas e asfixia perinatal. Do ponto de vista socioeconômico, a baixa renda familiar, a baixa escolaridade materna e o acesso limitado a um pré-natal adequado e a cuidados de saúde de qualidade são determinantes cruciais que aumentam a vulnerabilidade do recém-nascido. Para residentes, a compreensão desses fatores permite uma abordagem mais abrangente na atenção à saúde da gestante e do recém-nascido, desde a promoção da saúde e prevenção de doenças até o manejo de complicações. Intervenções que visam melhorar as condições socioeconômicas, o acesso à educação e a qualidade dos serviços de saúde são fundamentais para reduzir as taxas de mortalidade neonatal.
Os principais fatores biológicos incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, malformações congênitas, asfixia perinatal, infecções e complicações relacionadas ao parto.
Idades maternas extremas (muito jovens ou muito avançadas) podem estar associadas a maiores riscos de complicações na gravidez e no parto, impactando a saúde e a sobrevida do recém-nascido.
Os determinantes sociais, como renda familiar, escolaridade materna e acesso a serviços de saúde, são cruciais, pois influenciam diretamente a qualidade do pré-natal, do parto e dos cuidados pós-natais, impactando significativamente a mortalidade neonatal.
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