MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um gestor de saúde de uma capital brasileira, ao analisar o boletim epidemiológico anual, observa uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 110 óbitos por 100.000 nascidos vivos, valor significativamente superior à meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para qualificar a assistência e reduzir a subnotificação, a equipe de vigilância epidemiológica realiza uma busca ativa de óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos). Durante a investigação, são encontrados quatro prontuários de mulheres que faleceram no último ano em diferentes circunstâncias. De acordo com os critérios da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e as normas do Ministério da Saúde para o cálculo da RMM, qual dos seguintes casos deve ser obrigatoriamente incluído no numerador deste indicador?
A Razão de Mortalidade Materna utiliza 'Nascidos Vivos' no denominador porque é um dado mais fácil de obter e mais preciso do que o número total de gestações (que incluiria abortos não registrados).
A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um indicador crucial da qualidade da assistência à saúde e do desenvolvimento socioeconômico. É calculada dividindo o número de óbitos maternos pelo número de nascidos vivos no mesmo período e local, multiplicado por 100.000. Segundo a CID-10, a morte materna é definida como o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o seu término, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela. As causas são classificadas em diretas, decorrentes de complicações obstétricas (ex: eclampsia, hemorragia), e indiretas, resultantes de doenças prévias ou que se desenvolveram durante a gestação e foram agravadas por ela (ex: cardiopatias, nefropatias). Mortes por causas externas, como acidentes ou homicídios, são consideradas mortes acidentais ou incidentais e não compõem o indicador. Mortes ocorridas entre 42 dias e um ano após o parto são classificadas como mortes maternas tardias e, embora importantes para a vigilância, geralmente não entram no cálculo da RMM padrão.
A direta decorre de complicações obstétricas (ex: eclampsia, hemorragia). A indireta decorre de doenças prévias agravadas pela gravidez (ex: cardiopatias, lúpus).
É o período definido pela OMS que compreende o puerpério imediato e tardio, onde as alterações fisiológicas da gestação ainda exercem impacto crítico na saúde da mulher.
É o óbito por causas obstétricas que ocorre entre 42 dias e 1 ano após o parto. Ela é notificada, mas não entra no cálculo da RMM padrão.
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