FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2019
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem 62 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos (dados de 2015), resultado acima do objetivo traçado pela ONU, que previa que atingíssemos em 2015 a taxa de 35 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos (limite aceitado pela OMS é de 20 óbitos para 100 mil nascidos vivos). Com relação à mortalidade materna no Brasil, assinale a alternativa que aponte corretamente sua definição e suas principais causas:
Mortalidade Materna = óbito durante gestação, parto ou até 42 dias pós-parto, por causas relacionadas/agravadas pela gravidez.
A definição de mortalidade materna pela OMS e Ministério da Saúde abrange óbitos ocorridos durante a gestação, parto ou até 42 dias após o término da gestação, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução. As principais causas diretas no Brasil e globalmente são a síndrome hipertensiva da gravidez (pré-eclâmpsia/eclâmpsia), hemorragias (especialmente pós-parto) e infecções (sepse puerperal).
A mortalidade materna é um indicador fundamental da saúde e do desenvolvimento de uma nação, refletindo a qualidade dos sistemas de saúde e o acesso aos cuidados de saúde para mulheres. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil definem mortalidade materna como a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração e do local da gravidez, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por sua condução, mas não por causas acidentais ou incidentais. As principais causas de mortalidade materna no Brasil e globalmente são classificadas em diretas e indiretas. As causas diretas, que são as mais prevalentes, incluem a síndrome hipertensiva da gravidez (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias (especialmente a hemorragia pós-parto), infecções (sepse puerperal), aborto inseguro e complicações do parto. As causas indiretas são doenças preexistentes ou que surgem durante a gravidez, agravadas pelo estado gestacional, como doenças cardíacas, diabetes e HIV. A redução da mortalidade materna é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Para atingir essa meta, são necessárias intervenções abrangentes, incluindo a melhoria do acesso e da qualidade do pré-natal, parto e puerpério, o manejo adequado das emergências obstétricas e o planejamento familiar. Residentes devem estar aptos a identificar e manejar as principais causas de óbito materno para contribuir com a redução dessas taxas.
A morte materna direta resulta de complicações obstétricas da gravidez, parto e puerpério. A morte materna indireta resulta de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez, agravadas pelos efeitos fisiológicos da gestação.
As estratégias incluem acesso universal ao planejamento familiar, atenção pré-natal de qualidade, assistência ao parto seguro e qualificado, e atendimento de emergência obstétrica eficaz, incluindo manejo de hemorragias e pré-eclâmpsia.
O período de 42 dias (seis semanas) após o parto é crucial porque muitas complicações graves relacionadas à gravidez, como infecções puerperais, tromboembolismo e complicações da hipertensão, podem se manifestar ou agravar-se nesse período.
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