HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
A Insuficiência Cardiaca é prevalente entre os idosos, afetando até 20% dos pacientes > 75 anos de idade. Sendo correto que:
Insuficiência Cardíaca em idosos → alta prevalência, pode ser ICFEr ou ICFEp, e está associada a alta mortalidade (2x geral, 4x cardiovascular).
A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que pode resultar de qualquer desordem cardíaca estrutural ou funcional. Em idosos, tanto a disfunção sistólica (ICFEr) quanto a diastólica (ICFEp) são comuns e contribuem para uma mortalidade significativamente elevada.
A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma das síndromes geriátricas mais importantes, com prevalência crescente com a idade, afetando até 20% dos indivíduos com mais de 75 anos. Ela representa a via final comum de diversas doenças cardíacas e está associada a uma elevada morbimortalidade, hospitalizações recorrentes e perda de funcionalidade. A IC pode ser classificada com base na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr, FEVE ≤ 40%) é caracterizada pela disfunção sistólica, enquanto a Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEp, FEVE ≥ 50%) está associada à disfunção diastólica. Ambas as formas são comuns em idosos e contribuem para o prognóstico reservado, que inclui um risco de morte por todas as causas duas vezes maior e um risco de morte cardiovascular quatro vezes maior em comparação com indivíduos da mesma idade sem IC. O diagnóstico e manejo em idosos são desafiadores devido à presença de múltiplas comorbidades, polifarmácia e apresentações atípicas. A abordagem terapêutica deve ser individualizada, considerando os pilares do tratamento e o manejo da congestão e das comorbidades, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade.
A diferenciação clínica é difícil, pois os sintomas (dispneia, edema) são semelhantes. O diagnóstico definitivo depende do ecocardiograma, que avalia a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE): <40% sugere ICFEr, enquanto ≥50% com sinais de disfunção diastólica sugere ICFEp.
O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica com diuréticos para congestão (furosemida) e vasodilatadores se a pressão permitir. A causa da descompensação deve ser investigada e tratada, e o suporte ventilatório (VNI) pode ser necessário.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica de longa data, doença arterial coronariana, diabetes mellitus, fibrilação atrial e valvopatias. O envelhecimento por si só já causa alterações estruturais que predispõem à disfunção diastólica.
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