MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um gestor de saúde de um município de médio porte (250.000 habitantes) analisa a série histórica da Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) dos últimos 15 anos. Ele observa que, embora a TMI tenha sofrido uma redução global de 40%, a composição interna desse indicador mudou drasticamente: o componente pós-neonatal (28 dias a 1 ano) reduziu-se em 80%, enquanto o componente neonatal (0 a 27 dias) permaneceu praticamente estável, representando agora cerca de 75% dos óbitos infantis totais. Atualmente, o município apresenta boa cobertura de saneamento básico (92%) e de vacinação (95%). Diante desse cenário epidemiológico, qual deve ser o foco prioritário da Secretaria de Saúde para continuar reduzindo a mortalidade infantil?
A mortalidade neonatal precoce (0-6 dias) é o componente mais difícil de reduzir e está diretamente ligada à assistência ao parto e ao pré-natal imediato.
A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) é um dos principais indicadores de desenvolvimento socioeconômico e qualidade de saúde. No Brasil, observou-se uma transição epidemiológica onde as causas ligadas ao meio ambiente (diarreias, pneumonias) diminuíram drasticamente, reduzindo o componente pós-neonatal. Atualmente, o desafio concentra-se no período neonatal, especialmente na primeira semana de vida (neonatal precoce). As causas predominantes no período neonatal estão ligadas a afecções perinatais, como prematuridade, asfixia ao nascer e malformações congênitas. Portanto, para impactar positivamente a TMI em cenários de boa cobertura vacinal e saneamento, as políticas públicas devem priorizar a regionalização do parto, a qualificação do pré-natal de alto risco e a expansão de leitos de UTI neonatal.
A precoce ocorre de 0 a 6 dias de vida e reflete a assistência ao parto e pré-natal; a tardia ocorre de 7 a 27 dias e sofre maior influência das condições de cuidados pós-natais e infecções hospitalares.
É o número de óbitos de crianças entre 28 dias e 1 ano de vida por 1.000 nascidos vivos, sendo o indicador mais sensível ao desenvolvimento socioeconômico e ambiental.
Porque envolve causas complexas como prematuridade extrema, malformações congênitas e exige tecnologia médica avançada (UTIs neonatais) e treinamento especializado da equipe assistencial.
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