SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017
O gráfico apresentado refere-se à evolução das taxas de mortalidade infantil, segundo o grupo etário, até junho de 2016 e nos quatro anos precedentes. Os grupos etários representados em preto, branco e cinza, referem-se, respectivamente, a crianças com:
Mortalidade infantil: Neonatal precoce (<7d), Neonatal tardia (7-28d), Pós-neonatal (>28d).
A mortalidade infantil é classicamente dividida em neonatal precoce (0 a 6 dias), neonatal tardia (7 a 27 dias) e pós-neonatal (28 dias a 1 ano), refletindo diferentes causas e períodos de vulnerabilidade da criança.
A mortalidade infantil é um dos indicadores de saúde mais sensíveis e importantes para avaliar as condições de vida e o desenvolvimento socioeconômico de uma população. Ela é definida como o número de óbitos de crianças menores de um ano de idade por mil nascidos vivos. Para uma análise mais detalhada e para o planejamento de intervenções eficazes, a mortalidade infantil é subdividida em grupos etários específicos. A classificação padrão divide a mortalidade infantil em: mortalidade neonatal precoce (óbitos de 0 a 6 dias de vida), mortalidade neonatal tardia (óbitos de 7 a 27 dias de vida) e mortalidade pós-neonatal (óbitos de 28 dias a 1 ano de vida). Cada um desses períodos reflete diferentes vulnerabilidades e causas de óbito. Por exemplo, a mortalidade neonatal precoce está mais ligada a fatores gestacionais e do parto, enquanto a pós-neonatal reflete mais as condições ambientais e de acesso a serviços de saúde. Para o residente, dominar essa classificação é fundamental para a interpretação de dados epidemiológicos, a compreensão das tendências de saúde infantil e a identificação de áreas prioritárias para intervenção em saúde pública e clínica pediátrica. A redução da mortalidade infantil é um objetivo global de saúde e requer ações direcionadas a cada um desses grupos etários.
A classificação permite identificar os períodos de maior risco e as principais causas de óbito em cada fase (ex: malformações e prematuridade no período neonatal precoce; infecções no pós-neonatal), direcionando políticas de saúde.
As causas mais comuns incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, asfixia perinatal, malformações congênitas e infecções congênitas ou perinatais.
A mortalidade pós-neonatal (28 dias a 1 ano) é frequentemente associada a fatores ambientais e socioeconômicos, com causas como infecções respiratórias agudas, diarreias, desnutrição e acidentes.
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