UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2015
O Brasil reduziu sua mortalidade infantil em quase 80%, de 1980 à 2014. Qual dos fatores tem contribuído para a queda da mortalidade infantil no Brasil?
Ampliação da ESF → ↑ acesso à APS → ↓ mortalidade infantil no Brasil.
A ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) foi um dos principais fatores para a queda da mortalidade infantil no Brasil. Ao fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS), a ESF melhorou o acesso a serviços de saúde, vacinação, pré-natal, aleitamento materno e saneamento básico, impactando diretamente a saúde materno-infantil.
A mortalidade infantil, definida como o número de óbitos de crianças menores de um ano por mil nascidos vivos, é um importante indicador de saúde e desenvolvimento social de um país. O Brasil alcançou uma redução expressiva nesse indicador entre 1980 e 2014, um reflexo de diversas políticas públicas e avanços sociais. A compreensão dos fatores que contribuíram para essa queda é fundamental para a formulação de novas estratégias em saúde pública. Entre os fatores que impulsionaram essa redução, a ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) destaca-se como um dos mais impactantes. A ESF, ao fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS), proporcionou maior acesso a serviços essenciais como o acompanhamento pré-natal, imunização infantil, incentivo ao aleitamento materno, controle de doenças diarreicas e respiratórias, e educação em saúde para as famílias. Essa abordagem integral e territorializada permitiu uma intervenção mais eficaz nos determinantes da saúde materno-infantil. Outros fatores relevantes incluem a melhoria das condições de saneamento básico, o aumento da escolaridade materna, programas de transferência de renda que impactaram a segurança alimentar, e avanços na medicina neonatal. A redução da terapia de reidratação oral em detrimento da hidratação venosa (alternativa A) é incorreta, pois a TRO foi crucial. O aumento de cesarianas (alternativa B) não é um fator positivo para a redução da mortalidade infantil, e o aumento da taxa de fecundidade (alternativa C) geralmente está associado a desafios, não a melhorias na mortalidade infantil. Para residentes, entender a interconexão entre políticas de saúde, determinantes sociais e indicadores de saúde é crucial para uma prática médica contextualizada e eficaz.
A mortalidade infantil é composta pela mortalidade neonatal (primeiros 27 dias de vida, subdividida em precoce e tardia) e pela mortalidade pós-neonatal (28 dias a 1 ano de vida), com causas e fatores de risco distintos para cada período.
A ESF impacta a mortalidade infantil ao promover o acesso ao pré-natal de qualidade, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, campanhas de vacinação, incentivo ao aleitamento materno, educação em saúde e melhoria das condições de saneamento básico.
Outros fatores incluem a melhoria das condições socioeconômicas, ampliação do acesso à água potável e saneamento, programas de transferência de renda, aumento da escolaridade materna e avanços na medicina neonatal.
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