HST - Hospital Santa Teresa (RJ) — Prova 2019
As tabelas abaixo foram extraídas do artigo Holcman MM et al, Evolução da mortalidade infantil em São Paulo, SP, Rev. Saúde Pública 2004; 38(2):180-6. Ao analisar na Tabela 2, a tendência histórica e fatores de redução de mortalidade infantil, qual é a alternativa incorreta que descreve os resultados?
Mortalidade infantil: neonatal precoce (0-6d) > pós-neonatal (>28d) em fases avançadas da transição epidemiológica.
A transição epidemiológica na mortalidade infantil mostra uma redução mais acentuada da mortalidade pós-neonatal (associada a fatores ambientais e infecciosos) em comparação com a neonatal (associada a fatores perinatais), tornando a mortalidade neonatal a principal componente em estágios mais avançados. A questão pede a alternativa incorreta, o que implica que a afirmação D é falsa no contexto do estudo.
A mortalidade infantil é um dos indicadores de saúde mais sensíveis e importantes, refletindo as condições socioeconômicas e o acesso aos serviços de saúde de uma população. Ela é tradicionalmente dividida em mortalidade neonatal (0 a 27 dias de vida) e pós-neonatal (28 dias a 1 ano de vida), sendo a neonatal subdividida em precoce (0 a 6 dias) e tardia (7 a 27 dias). A análise de suas tendências históricas e componentes é crucial para o planejamento de políticas públicas em saúde. No contexto da transição epidemiológica, observa-se uma queda progressiva nos coeficientes de mortalidade infantil. Inicialmente, a mortalidade pós-neonatal, frequentemente associada a doenças infecciosas e parasitárias, desnutrição e condições ambientais precárias, apresenta uma redução mais acentuada devido a melhorias no saneamento básico, acesso à água potável, vacinação e atenção primária. Em contrapartida, a mortalidade neonatal, especialmente a precoce, que está mais ligada a fatores biológicos e à qualidade da assistência ao parto e ao recém-nascido (como prematuridade, baixo peso e asfixia), torna-se mais resistente à queda. Com o avanço da transição, a mortalidade neonatal passa a representar a maior proporção da mortalidade infantil total. Portanto, a afirmação de que a mortalidade neonatal precoce apresenta coeficientes maiores que os pós-neonatais em fases mais avançadas da transição é geralmente correta. Se a alternativa D afirma isso e é considerada incorreta, sugere que, no contexto específico do artigo de Holcman et al. em São Paulo em 2000, essa tendência ainda não havia se consolidado ou havia particularidades regionais, o que a tornaria uma exceção à regra geral.
A mortalidade infantil é dividida em neonatal (0 a 27 dias de vida, subdividida em precoce 0-6 dias e tardia 7-27 dias) e pós-neonatal (28 dias a 1 ano de vida).
Com a melhoria das condições sanitárias e de saúde, a mortalidade pós-neonatal (por infecções e desnutrição) diminui mais rapidamente, fazendo com que a mortalidade neonatal (por causas perinatais) se torne a principal componente da mortalidade infantil.
As principais causas de mortalidade neonatal precoce estão relacionadas a condições perinatais, como prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia ao nascimento e malformações congênitas.
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