INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
O gráfico a seguir mostra a evolução da mortalidade infantil em determinada região, ao longo do tempo, discriminando seus dois componentes: a mortalidade infantil neonatal e a mortalidade infantil pós-neonatal ou tardia. Gráfico 1 - Mortalidade Infantil em determinada região e componentes em um período histórico e região: A análise do gráfico revela o padrão de evolução de uma região:
Queda da mortalidade infantil → ↓ componente pós-neonatal (saneamento) seguido por ↓ neonatal (pré-natal).
Em regiões em desenvolvimento, a redução da mortalidade infantil ocorre inicialmente pela queda do componente pós-neonatal (causas exógenas) e, posteriormente, do neonatal (causas biológicas/assistenciais).
A análise dos indicadores de mortalidade infantil é um pilar da medicina preventiva e social. Historicamente, o Brasil apresentou uma queda acentuada na mortalidade pós-neonatal a partir da década de 80. Atualmente, o maior desafio do SUS é a redução da mortalidade neonatal precoce, que representa a maioria dos óbitos infantis e está intrinsecamente ligada à qualidade da rede cegonha e dos cuidados intensivos neonatais. O gráfico típico de uma região em desenvolvimento mostra a linha total caindo conforme ambas as sublinhas declinam, com a pós-neonatal geralmente apresentando a queda mais íngreme inicial.
A mortalidade neonatal refere-se aos óbitos ocorridos do nascimento até os 27 dias de vida, sendo subdividida em precoce (0-7 dias) e tardia (7-27 dias). A mortalidade pós-neonatal compreende os óbitos dos 28 dias até 1 ano incompleto. A primeira está ligada a fatores biológicos e assistência ao parto, enquanto a segunda reflete condições de saneamento e nutrição.
A mortalidade pós-neonatal é altamente sensível a intervenções de saúde pública de 'baixo custo', como saneamento básico, vacinação, aleitamento materno e terapia de reidratação oral, que combatem doenças infecciosas e desnutrição, causas predominantes nesse período.
Indica que a região já superou as causas básicas de óbito por doenças infectocontagiosas (pós-neonatal), mas ainda enfrenta desafios na assistência pré-natal, manejo de prematuridade e malformações congênitas, que são as principais causas do componente neonatal.
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