UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Segundo a síntese de indicadores sociais publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, a taxa de mortalidade infantil em 2015 foi de 13,8 mortes por mil nascidos vivos, sendo a menor em 11 anos. Entretanto, as regiões mais pobres do país continuam a apresentar taxas de mortalidade quase duas vezes maior do que as mais ricas. Considerando os planos que possam ter contribuído para esse cenário, a ação/análise que se mostra mais efetiva para tais resultados é o (a):
Aleitamento materno exclusivo por 6 meses + complementado até 2 anos → Reduz mortalidade e morbidade infantil.
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e continuado com complementação até os dois anos ou mais é uma das intervenções mais custo-efetivas para reduzir a mortalidade e morbidade infantil, especialmente em regiões mais pobres, protegendo contra infecções e promovendo o desenvolvimento saudável.
A taxa de mortalidade infantil é um indicador crucial da saúde e desenvolvimento de uma nação, refletindo as condições socioeconômicas e o acesso a serviços de saúde. Embora o Brasil tenha apresentado uma redução significativa nas últimas décadas, persistentes desigualdades regionais destacam a necessidade de intervenções eficazes, especialmente em áreas mais vulneráveis. Entre as ações que comprovadamente contribuem para a redução da mortalidade e morbidade infantil, o aleitamento materno se destaca como uma das mais potentes e custo-efetivas. O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e sua continuidade, complementado com alimentos apropriados, até os dois anos ou mais, é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Ele oferece proteção imunológica, nutricional e emocional, prevenindo doenças como diarreia, infecções respiratórias e desnutrição. A promoção do aleitamento materno é uma estratégia fundamental de saúde pública, especialmente em regiões com maiores índices de pobreza e acesso limitado a saneamento básico e água potável. Ao fortalecer o sistema imunológico do bebê e fornecer nutrição ideal, o aleitamento materno atua como um escudo protetor, diminuindo significativamente os riscos de doenças e óbitos infantis, e contribuindo para a redução das disparidades em saúde.
O aleitamento materno oferece proteção contra infecções gastrointestinais e respiratórias, alergias, obesidade, diabetes e promove o desenvolvimento cognitivo e emocional, além de fortalecer o vínculo mãe-bebê.
Em regiões com saneamento precário e acesso limitado a serviços de saúde, o aleitamento materno oferece uma fonte segura de nutrição e anticorpos, reduzindo drasticamente o risco de doenças infecciosas e mortes, onde alternativas seguras podem ser escassas.
A OMS e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e sua continuidade, complementado com alimentos apropriados, seguros e nutricionalmente adequados, até os dois anos ou mais.
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