UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Os efeitos indesejáveis mais frequentes, decorrentes da administração de 0,3 mg de morfina por via subaracnoídea em um paciente adulto são:
Morfina intratecal (0,3 mg) → Prurido e retenção urinária são os efeitos adversos mais comuns.
A morfina administrada por via subaracnoídea (intratecal) é uma técnica eficaz para analgesia pós-operatória. Embora a depressão respiratória seja uma complicação grave e temida, ela é menos frequente com doses baixas (0,3 mg) do que o prurido e a retenção urinária, que são os efeitos adversos mais comumente observados e que podem ser bastante incômodos para o paciente. Náuseas e vômitos também são comuns, mas prurido e retenção urinária tendem a ser mais prevalentes e persistentes.
A analgesia neuroaxial, especialmente com opioides intratecais como a morfina, é uma técnica amplamente utilizada em anestesia para proporcionar alívio da dor pós-operatória prolongado e eficaz. A morfina intratecal age nos receptores opioides da medula espinhal, oferecendo analgesia de alta qualidade com doses muito menores do que as vias sistêmicas. No entanto, sua administração não é isenta de efeitos adversos, que devem ser conhecidos e manejados. Os efeitos adversos da morfina intratecal são dose-dependentes e podem ser divididos em comuns e graves. Embora a depressão respiratória tardia seja a complicação mais temida e potencialmente fatal, ela é relativamente rara com doses adequadas. Os efeitos adversos mais frequentemente observados e que causam maior desconforto ao paciente são o prurido e a retenção urinária. O prurido ocorre devido à ativação de receptores opioides na medula espinhal e no tronco cerebral, e a retenção urinária resulta da inibição dos reflexos miccionais. Outros efeitos comuns incluem náuseas e vômitos. O manejo desses efeitos adversos é crucial para a satisfação do paciente e a segurança, muitas vezes envolvendo o uso de anti-histamínicos para prurido e cateterismo vesical para retenção urinária.
Os efeitos adversos mais comuns da morfina intratecal são prurido e retenção urinária, que podem ocorrer em uma alta porcentagem de pacientes, mesmo com doses baixas.
A depressão respiratória é um efeito adverso grave, porém menos frequente do que o prurido e a retenção urinária, especialmente com doses baixas de morfina intratecal. Sua ocorrência é mais tardia e requer monitoramento cuidadoso.
O prurido induzido por opioides intratecais pode ser manejado com anti-histamínicos, naloxona em baixas doses (para reverter seletivamente o prurido sem comprometer a analgesia) ou ondansetrona.
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