PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
Homem, 55 anos, diabético controlado, submetido a cirurgia ortopédica de grande monta e com grande dor pós operatória (9/10 na escala de dor). Você opta pela administração de Morfina ao doente. Qual a melhor via de administração para o caso?
Dor aguda intensa (9/10) → Morfina EV para início rápido e titulação eficaz.
Para dor aguda e intensa, como a pós-operatória de grande porte, a via endovenosa (EV) é a mais indicada para a morfina devido ao rápido início de ação, alta biodisponibilidade e possibilidade de titulação precisa da dose até o alívio da dor.
O manejo da dor pós-operatória, especialmente após cirurgias de grande porte, é crucial para o conforto do paciente, sua recuperação e prevenção de complicações. A morfina é um opioide potente e eficaz, amplamente utilizado nesse cenário. A escolha da via de administração é um fator determinante para a eficácia e segurança do tratamento, influenciando diretamente o tempo de início de ação e a capacidade de titulação da dose. Para casos de dor aguda e intensa, como a dor 9/10 na escala, a via endovenosa (EV) é inequivocamente a melhor opção. Ela garante um início de ação rápido, geralmente em poucos minutos, e uma biodisponibilidade de 100%, permitindo que o medicamento atinja o local de ação de forma eficiente. Além disso, a administração EV facilita a titulação da dose, onde pequenas quantidades são administradas sequencialmente até que o alívio da dor seja alcançado, minimizando o risco de efeitos adversos. Outras vias, como oral, subcutânea e intramuscular, possuem um início de ação mais lento e uma biodisponibilidade variável, tornando-as menos adequadas para o controle rápido de dor intensa. A via oral é excelente para dor crônica ou dor aguda moderada, enquanto a subcutânea pode ser usada para dor moderada a intensa quando o acesso EV é difícil, mas ambas não oferecem a mesma rapidez e precisão da via endovenosa em situações de emergência ou dor severa.
A via endovenosa oferece o início de ação mais rápido e previsível, além de permitir a titulação da dose em pequenos incrementos até o alívio da dor, sendo ideal para situações de dor aguda e intensa.
A titulação permite ajustar a dose do opioide de forma individualizada, garantindo o alívio da dor com a menor dose eficaz, minimizando os efeitos adversos e evitando a superdosagem.
Os principais efeitos adversos da morfina incluem depressão respiratória, náuseas, vômitos, constipação, sedação, prurido e hipotensão, que devem ser monitorados durante o tratamento.
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