Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017
Você opta por iniciar opioide (morfina) em paciente em fase final de vida em cuidados paliativos. Ao abordar a paciente, ela lhe pergunta sobre qual é o efeito colateral mais frequente e mais duradouro da morfina. A resposta CORRETA é:
Morfina em cuidados paliativos → Constipação = efeito colateral mais frequente e duradouro.
A constipação é o efeito colateral mais comum e persistente da morfina e de outros opioides, devido à sua ação nos receptores mu-opioides no trato gastrointestinal, que diminuem a motilidade e aumentam a absorção de água, sendo essencial a profilaxia desde o início do tratamento.
A morfina é um opioide potente e um pilar fundamental no manejo da dor moderada a grave, especialmente em pacientes em fase final de vida e em cuidados paliativos. Sua eficácia no alívio da dor é inquestionável, mas seu uso é frequentemente acompanhado de efeitos colaterais que precisam ser cuidadosamente gerenciados para garantir a qualidade de vida do paciente. Entre os diversos efeitos adversos dos opioides, a constipação induzida por opioides (CIO) destaca-se como o mais comum e persistente. Isso ocorre porque os opioides agem nos receptores mu-opioides presentes no trato gastrointestinal, diminuindo a motilidade intestinal, aumentando o tônus do esfíncter anal e promovendo a absorção de água, resultando em fezes duras e dificuldade de evacuação. Diferentemente de outros efeitos como náuseas, vômitos e sonolência, que tendem a diminuir com o tempo devido à tolerância, a constipação geralmente não melhora e pode piorar, exigindo profilaxia ativa desde o início do tratamento com laxantes. O manejo adequado da CIO é crucial para o conforto do paciente e para a adesão à terapia analgésica, sendo um ponto essencial na prática dos cuidados paliativos.
O efeito colateral mais frequente e duradouro da morfina e outros opioides é a constipação, devido à sua ação nos receptores opioides do trato gastrointestinal, que retarda o trânsito intestinal e aumenta a absorção de água.
A prevenção deve ser iniciada junto com o opioide, utilizando laxantes estimulantes e/ou osmóticos. Aumentar a ingestão de fibras e líquidos também ajuda. Em casos refratários, podem ser usados antagonistas de receptores opioides perifericamente seletivos.
Outros efeitos colaterais comuns incluem náuseas e vômitos (geralmente transitórios), sonolência (que tende a melhorar após alguns dias), prurido e, em doses elevadas, depressão respiratória. A constipação é única por sua persistência.
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