Morfina em Cuidados Paliativos: Dor e Dispneia

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022

Enunciado

Em relação aos CUIDADOS PALIATIVOS, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O midazolam não deve ser usado em pacientes dispneicos ansiosos, porque promove rebaixamento do sistema nervoso central e piora da dispneia.
  2. B) Não há embasamento teórico para o uso do metilfenidato ou modafenila para o tratamento de fadiga no paciente oncológico.
  3. C) A morfina é a principal droga para o tratamento da dor forte; além de ser efetiva para o controle da dispneia.
  4. D) Os neurolépticos haloperidol ou risperidona devem ser drogas de escolha para o tratamento do delirium hiperativo.
  5. E) Como a constipação não é uma regra para os pacientes que estão recebendo opioides, não há necessidade da prescrição concomitante de laxantes (ex.: bisacodil e senna).

Pérola Clínica

Morfina = droga principal para dor forte e dispneia em cuidados paliativos.

Resumo-Chave

A morfina é um opioide potente e versátil, eficaz tanto para o controle da dor intensa quanto para a dispneia, um sintoma comum e angustiante em pacientes em cuidados paliativos. Seu uso deve ser titulado cuidadosamente para otimizar o alívio dos sintomas.

Contexto Educacional

Os cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida. O manejo eficaz dos sintomas é um pilar fundamental, e a farmacologia desempenha um papel central nesse processo. A dor e a dispneia são sintomas frequentemente presentes e que causam grande sofrimento, exigindo abordagens terapêuticas específicas e individualizadas. O conhecimento das drogas e suas indicações é crucial para o residente. A morfina é considerada o padrão-ouro para o tratamento da dor moderada a intensa e é também altamente eficaz no controle da dispneia. Seu mecanismo de ação envolve a ligação a receptores opioides no sistema nervoso central, modulando a percepção da dor e a sensação de falta de ar. Outras medicações, como benzodiazepínicos (ex: midazolam) para ansiedade associada à dispneia e psicoestimulantes (ex: metilfenidato) para fadiga oncológica, também têm seu lugar no arsenal terapêutico. É imperativo que o médico esteja atento aos efeitos adversos dos opioides, como a constipação, que é quase universal e requer profilaxia com laxantes. O manejo do delirium, comum em pacientes em fase avançada de doença, frequentemente envolve o uso de neurolépticos como haloperidol ou risperidona. A compreensão desses princípios farmacológicos permite um cuidado mais humanizado e eficaz, garantindo conforto e dignidade ao paciente em sua jornada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais benefícios da morfina em cuidados paliativos?

A morfina é altamente eficaz no controle da dor moderada a intensa e da dispneia, dois dos sintomas mais prevalentes e debilitantes em pacientes em cuidados paliativos, melhorando significativamente a qualidade de vida.

Por que o midazolam pode ser usado para dispneia ansiosa em cuidados paliativos?

O midazolam, um benzodiazepínico, pode ser usado para aliviar a ansiedade associada à dispneia, promovendo relaxamento e diminuindo a percepção de falta de ar, sem necessariamente piorar a dispneia em doses adequadas.

É necessário prescrever laxantes para pacientes em uso de opioides?

Sim, a constipação é um efeito adverso quase universal dos opioides devido à diminuição da motilidade intestinal. A prescrição concomitante de laxantes, como bisacodil e senna, é fundamental para a prevenção e manejo.

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