UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Em relação aos CUIDADOS PALIATIVOS, é correto afirmar:
Morfina é eficaz para dor forte e dispneia em Cuidados Paliativos, sendo a droga de escolha.
A morfina é um opioide potente que atua não apenas no controle da dor severa, mas também na redução da sensação de dispneia em pacientes em Cuidados Paliativos, melhorando significativamente o conforto e a qualidade de vida. Seu uso deve ser titulado cuidadosamente.
Os Cuidados Paliativos visam melhorar a qualidade de vida de pacientes e suas famílias diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida. O manejo de sintomas como dor e dispneia é central, e a morfina se destaca como uma droga fundamental. Sua eficácia no controle da dor forte é bem estabelecida, e sua ação no sistema nervoso central também contribui para aliviar a sensação de falta de ar, proporcionando conforto significativo. É crucial compreender que a morfina, apesar de ser um opioide, não piora a dispneia quando usada corretamente; pelo contrário, ela reduz a percepção do desconforto respiratório. Outros sintomas como fadiga e delirium também são comuns em pacientes paliativos e requerem abordagens específicas, como o uso de metilfenidato ou modafenila para fadiga oncológica e neurolépticos como haloperidol ou risperidona para delirium hiperativo. A constipação é um efeito adverso quase universal dos opioides e deve ser prevenida ativamente com laxantes desde o início da terapia. O conhecimento aprofundado dessas condutas é vital para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência, garantindo um cuidado humanizado e eficaz.
A morfina é a principal droga para dor forte e é efetiva no controle da dispneia, sendo um pilar no manejo sintomático em Cuidados Paliativos.
Sim, o midazolam pode ser utilizado para sedação e alívio da ansiedade em pacientes dispneicos, desde que com titulação cuidadosa para evitar rebaixamento excessivo do sistema nervoso central.
A constipação é uma complicação comum dos opioides, sendo essencial a prescrição profilática de laxantes (ex: bisacodil, senna) desde o início do tratamento para prevenir o sintoma.
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