PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Mulher, 20 anos de idade, estudante de veterinária, procura pronto-atendimento após mordedura de mico (sagui de tufo branco, com nome científico Callithrix jacchus), há 4 horas. Refere que o animal está em cativeiro, podendo ser observado, e aparentemente está saudável. Nega comorbidades. Ao exame, apresenta pequeno ferimento cortocontuso superficial em braço direito, sem outras alterações. Diante do caso, Em relação à conduta mais adequada, é correto afirmar:
Mordedura de primatas (micos/macacos) → Risco de Herpesvírus simiae → Indicação de antiviral (Aciclovir/Valaciclovir).
Acidentes com primatas não humanos envolvem risco de transmissão do Herpesvírus simiae (Vírus B), que pode causar encefalite fatal em humanos, exigindo profilaxia antiviral.
Acidentes com animais silvestres, como o sagui (Callithrix jacchus), exigem atenção para zoonoses específicas. O Herpesvírus simiae é a preocupação principal em primatas, dada a gravidade neurológica em humanos. Além disso, a profilaxia antirrábica deve ser considerada, pois primatas são reservatórios do ciclo silvestre da raiva. A abordagem inicial inclui limpeza rigorosa e avaliação da necessidade de reforço antitetânico e antibioticoterapia profilática para germes da flora oral do animal.
Primatas não humanos, especialmente do gênero Macaca, podem ser portadores do Herpesvírus simiae (Vírus B). Em humanos, a infecção por este vírus pode progredir para uma encefalomielite ascendente grave com taxa de letalidade superior a 70% se não tratada. Por isso, em acidentes com exposição a fluidos ou mordeduras, a profilaxia com aciclovir ou valaciclovir é recomendada precocemente.
A limpeza deve ser imediata e exaustiva com água e sabão ou detergente por pelo menos 15 minutos. O uso de soluções irritantes como álcool ou iodo diretamente no tecido profundo deve ser evitado, pois podem causar necrose tecidual e retardar a cicatrização. A irrigação com soro fisiológico sob pressão ajuda na remoção mecânica de detritos e patógenos.
Primatas são considerados animais de alto risco para transmissão da raiva no Brasil. Mesmo que o animal pareça saudável ou esteja em cativeiro, a notificação é obrigatória e a conduta profilática (vacina e/ou soro) deve seguir o protocolo do Ministério da Saúde baseado na gravidade do ferimento e na condição do animal, pois o período de incubação e transmissibilidade em primatas não é tão bem definido quanto em cães e gatos.
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