UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 57a, procura a Unidade Básica de Saúde após ser mordida por cachorro em panturrilha direita há 30 minutos. O cachorro está com a vacinação atualizada, é observável e não houve mudança de comportamento. Antecedentes pessoais: diabetes há 15 anos, carteira vacinal atualizada. Nega alergias prévias. Medicamentos em uso: insulina NPH e insulina regular. Exame físico: PA=128/76mmHg; FC=84bpm; FR=18irpm. Ferimento puntiforme em panturrilha direita, com discreto eritema nas bordas. Realizada limpeza da lesão e prescrição de analgésicos, se necessário. Foi orientada a manter o animal em observação e a comunicar alteração do seu comportamento. O MEDICAMENTO INDISPENSÁVEL A SER PRESCRITO, NESTE CASO, É:
Mordedura de cão em diabético → limpeza, observação animal, e profilaxia antibiótica (Amoxicilina/Clavulanato) devido ao risco de infecção.
Em casos de mordedura de cão, mesmo com animal vacinado e observável, a profilaxia antibiótica é crucial, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou com comorbidades como diabetes. O ferimento puntiforme, embora pequeno, pode ter inoculado bactérias da flora oral do animal, e a diabetes aumenta o risco de infecção e complicações. A Amoxicilina/Clavulanato é a escolha de primeira linha pela cobertura de Pasteurella multocida e anaeróbios.
Mordeduras de animais são um problema de saúde pública comum, e a conduta adequada é crucial para prevenir complicações. A avaliação inicial deve focar na gravidade da lesão, no status vacinal do animal e do paciente, e na presença de comorbidades. Pacientes diabéticos, por exemplo, apresentam maior risco de infecções devido à sua condição imunológica comprometida e à microangiopatia, que dificulta a cicatrização e a resposta imune local. A profilaxia antirrábica é uma preocupação primária, mas no caso de um cão vacinado e observável, o foco se desloca para a prevenção de infecções bacterianas. Ferimentos puntiformes, mesmo pequenos, têm alto risco de infecção por inoculação profunda de bactérias. A limpeza rigorosa da ferida é fundamental. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns, como Pasteurella multocida, Staphylococcus e Streptococcus, além de anaeróbios. A Amoxicilina/Clavulanato é o tratamento de escolha para profilaxia e tratamento de infecções em mordeduras de cães. A duração da profilaxia geralmente varia de 3 a 5 dias. É importante orientar o paciente sobre os sinais de infecção e a necessidade de retorno imediato em caso de piora. A atualização da vacinação antitetânica também deve ser verificada e realizada, se necessário.
O principal risco é o desenvolvimento de infecção bacteriana local, que pode evoluir para celulite, abscesso ou até osteomielite, devido à imunossupressão e à dificuldade de cicatrização em diabéticos.
A profilaxia antirrábica é indicada se o animal for desconhecido, não vacinado, selvagem, ou se apresentar sinais de raiva. No caso de cão vacinado e observável, a profilaxia não é necessária, mas o animal deve ser monitorado por 10 dias.
A Amoxicilina/Clavulanato é o antibiótico de primeira escolha devido à sua eficácia contra Pasteurella multocida (comum na boca de cães) e anaeróbios, que são os principais patógenos envolvidos em infecções por mordeduras.
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