Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
Sobre os cuidados com feridas oriundas de mordedura de cães, assinale a alternativa correta.
Feridas por mordedura de cão: limpeza rigorosa é essencial; sutura primária pode ser considerada em feridas selecionadas, mas com risco de infecção.
O manejo de feridas por mordedura de cão exige limpeza rigorosa e desbridamento. A sutura primária é controversa devido ao alto risco de infecção, mas pode ser considerada em feridas faciais ou extensas, com baixo risco de infecção e acompanhamento próximo, para otimizar a cicatrização e o resultado estético.
As mordeduras de cães são lesões comuns que representam um desafio clínico devido ao alto risco de infecção. O manejo adequado é crucial para minimizar complicações e otimizar a cicatrização. A abordagem inicial deve focar na limpeza rigorosa da ferida com água e sabão ou solução antisséptica, seguida de irrigação abundante e desbridamento de tecidos desvitalizados para remover contaminantes e bactérias. A decisão sobre a sutura primária é um ponto crítico. Embora a sutura primária em feridas por mordedura de cão seja geralmente desaconselhada devido ao risco aumentado de infecção (especialmente por bactérias como Pasteurella multocida e Staphylococcus aureus), ela pode ser considerada em situações específicas. Feridas faciais, por exemplo, podem ser suturadas primariamente após limpeza e desbridamento meticulosos, devido à rica vascularização da face e à preocupação estética. Em feridas extensas em outras localizações, a aproximação das bordas pode ser realizada para auxiliar a cicatrização, mas sempre com cautela e avaliação individualizada do risco-benefício. A antibioticoterapia profilática é indicada em feridas de alto risco (mãos, pés, genitália, feridas profundas, pacientes imunocomprometidos) e a vacinação antitetânica deve ser atualizada. O fechamento por segunda intenção ou a sutura primária retardada são alternativas seguras para feridas com maior risco de infecção. O acompanhamento rigoroso é essencial para monitorar sinais de infecção e garantir a recuperação adequada do paciente.
A limpeza abundante com água e sabão ou solução antisséptica, seguida de desbridamento de tecidos desvitalizados, é crucial para remover saliva, bactérias e detritos, reduzindo significativamente o risco de infecção.
A antibioticoterapia profilática é indicada em feridas de alto risco, como as em mãos, pés, face, genitália, feridas profundas, em pacientes imunocomprometidos ou com asplenia. Amoxicilina-clavulanato é a primeira escolha.
A sutura primária pode ser considerada em feridas faciais (por razões estéticas), feridas limpas e superficiais com baixo risco de infecção, ou feridas extensas que necessitam de aproximação das bordas para auxiliar a cicatrização, sempre após limpeza e desbridamento rigorosos.
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