UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 35 anos, foi mordida pelo cachorro da vizinha e apresenta ferida única, profunda, na perna esquerda, com perda tecidual. Foi vacinada contra tétano há três anos, durante a gestação. Pode-se afirmar, que após a limpeza da ferida, a conduta mais adequada é administrar:
Mordedura de cão (ferida profunda) → Amoxicilina-clavulanato + Observar animal 10 dias.
Em mordeduras de cães com feridas profundas e perda tecidual, a profilaxia antibiótica com amoxicilina-clavulanato é indicada devido ao alto risco de infecção. A observação do animal por 10 dias é crucial para avaliar o risco de raiva, evitando a vacinação antirrábica desnecessária se o animal permanecer saudável.
As mordeduras de animais, especialmente de cães, são ocorrências comuns que exigem manejo clínico adequado devido ao risco de infecção bacteriana e, em menor grau, raiva e tétano. A avaliação inicial deve focar na limpeza exaustiva da ferida, desbridamento se necessário, e na avaliação do risco de infecção e transmissão de doenças. Para feridas profundas, com perda tecidual ou em locais de alto risco (mãos, pés, face), a profilaxia antibiótica é fortemente recomendada. O amoxicilina-clavulanato é o antibiótico de escolha devido à sua cobertura contra Pasteurella multocida e outras bactérias comuns em mordeduras. A profilaxia antitetânica deve ser atualizada conforme o histórico vacinal do paciente. Em relação à raiva, a conduta mais adequada é observar o animal agressor por 10 dias. Se o animal for conhecido, sadio e permanecer vivo e sem sinais de raiva durante esse período, a profilaxia antirrábica humana pode ser evitada. A vacinação antirrábica e/ou imunoglobulina são reservadas para casos de animais desconhecidos, com suspeita de raiva, ou que morrem/desaparecem durante a observação.
É indicada para feridas profundas, com perda tecidual, em mãos, pés, face, genitais, ou em pacientes imunocomprometidos. O amoxicilina-clavulanato é a primeira escolha.
A observação do animal por 10 dias é fundamental para determinar a necessidade da profilaxia antirrábica. Se o animal permanecer saudável e vivo após 10 dias, não há risco de raiva e a vacinação humana pode ser suspensa.
A profilaxia antitetânica depende do histórico vacinal do paciente e do tipo de ferida. Feridas profundas e contaminadas exigem reforço se a última dose foi há mais de 5 anos, ou imunoglobulina se o esquema for incompleto ou desconhecido.
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