Malária: Diagnóstico em Viajantes e Sinais Clínicos Chave

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente masculino, 40 anos, morador do estado do Rio de Janeiro, relata ter retornado de viagem à África há aproximadamente 14 dias. Apresenta, como queixa principal, episódios de calafrio e tremores intensos, seguidos de febre que varia entre 40°C e 39°C, acompanhada de sudorese, iniciados há cerca de cinco dias. Ao exame físico: hipocorado; ictérico; exibindo hepatomegalia e esplenomegalia dolorosas à palpação. Considerando os dados clínicos e epidemiológicos descritos, a principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Febre amarela.
  2. B) Infecção por H1N1.
  3. C) Dengue.
  4. D) Leptospirose.
  5. E) Malária.

Pérola Clínica

Febre cíclica com calafrios, tremores, sudorese + icterícia, hepatoesplenomegalia + viagem à África → Malária.

Resumo-Chave

A malária deve ser fortemente suspeitada em pacientes com febre, calafrios e sudorese, especialmente se houver história de viagem para áreas endêmicas (como a África). A presença de icterícia, anemia (hipocorado), hepatomegalia e esplenomegalia dolorosas são achados clássicos da doença, refletindo a hemólise e o sequestro de eritrócitos infectados.

Contexto Educacional

A malária é uma doença parasitária grave transmitida pela picada de mosquitos Anopheles infectados, causada por protozoários do gênero Plasmodium. É uma das principais causas de morbimortalidade em regiões tropicais e subtropicais, sendo a África a área de maior endemicidade. Em países não endêmicos, como o Brasil, a malária é frequentemente uma doença importada, afetando viajantes que retornam de áreas de risco. O quadro clínico típico inclui febre alta, calafrios e sudorese, que podem ser cíclicos dependendo da espécie de Plasmodium. Outros achados comuns são anemia (manifestada por hipocromia), icterícia (devido à hemólise), cefaleia, mialgia, náuseas e, classicamente, hepatoesplenomegalia dolorosa, resultado da destruição de eritrócitos e sequestro de células infectadas. Para residentes, a história epidemiológica de viagem para áreas endêmicas, combinada com o quadro clínico de febre e sintomas sistêmicos, deve levantar imediatamente a suspeita de malária. O diagnóstico é confirmado por exames parasitológicos do sangue (gota espessa e esfregaço), que permitem identificar o parasita e sua espécie, guiando o tratamento específico e urgente para evitar complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas clássicos da malária?

Os sintomas clássicos da malária incluem febre alta intermitente, calafrios intensos, sudorese profusa, cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos, além de hepatoesplenomegalia e icterícia em casos mais avançados.

Qual a importância da história de viagem no diagnóstico de malária?

A história de viagem para áreas endêmicas de malária (África, partes da Ásia e América do Sul) é um dado epidemiológico crucial que deve levantar a suspeita diagnóstica, especialmente em pacientes febris.

Quais exames complementares confirmam o diagnóstico de malária?

O diagnóstico de malária é confirmado pela pesquisa de parasitas no sangue através do esfregaço e gota espessa, que permitem identificar a espécie de Plasmodium e a parasitemia.

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