CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
É correto afirmar, com relação à técnica da monovisão para adaptação de lente de contato em présbitas, que:
Monovisão → Olho dominante corrigido para distância + Olho não dominante para perto.
A técnica de monovisão baseia-se na supressão cortical da imagem desfocada, priorizando o olho dominante para o infinito e o não dominante para a visão de perto.
A monovisão é uma estratégia comum na prática oftalmológica para manejar a presbiopia. O sucesso depende da identificação correta do olho dominante e da motivação do paciente. Estudos mostram que a maioria dos pacientes atinge um nível satisfatório de visão funcional, embora possa haver uma leve redução na sensibilidade ao contraste e na percepção de profundidade em condições de baixa luminosidade.
Na técnica de monovisão clássica para pacientes présbitas, o olho dominante é corrigido para a visão de distância (infinito), enquanto o olho não dominante recebe a adição necessária para a visão de perto. Isso permite que o paciente utilize a visão binocular de forma alternada, dependendo da demanda visual, através de um processo de adaptação neurosensorial.
A monovisão modificada utiliza uma lente de contato multifocal em um dos olhos (geralmente o não dominante para melhorar o perto) e uma lente monofocal no outro (geralmente o dominante para distância). Essa abordagem visa reduzir os sintomas de astenopia e melhorar a estereopsia em comparação com a monovisão pura.
As principais limitações incluem pacientes com alta exigência de estereopsia (profundidade), como pilotos ou cirurgiões, e aqueles que não conseguem se adaptar à supressão interocular, resultando em tonturas ou cefaleia persistente.
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