Monoterapia na Hipertensão: Quando é a Melhor Opção?

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

A monoterapia pode ser a estratégia anti-hipertensiva inicial para pacientes com hipertensão arterial

Alternativas

  1. A) menores de 12 anos de idade.
  2. B) mulheres em menopausa.
  3. C) estágio 1, com risco cardiovascular baixo.
  4. D) em valores de PA 130-139/85-89 mmHg, com risco cardiovascular médio.
  5. E) em valores de PA 140-149/95-90 mmHg, com risco cardiovascular alto.

Pérola Clínica

Monoterapia anti-hipertensiva → indicada para HAS estágio 1 com baixo risco cardiovascular.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais de hipertensão arterial recomendam a monoterapia como estratégia inicial para pacientes com hipertensão estágio 1 (PA 140-159/90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global. Em pacientes com PA mais elevada ou risco cardiovascular moderado a alto, a terapia combinada é geralmente preferida desde o início.

Contexto Educacional

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O manejo da HAS envolve mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia farmacológica. A escolha da estratégia anti-hipertensiva inicial, seja monoterapia ou terapia combinada, depende de diversos fatores, incluindo o estágio da hipertensão e o risco cardiovascular global do paciente. As diretrizes atuais de hipertensão arterial, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e europeias, recomendam a monoterapia como estratégia inicial em pacientes com hipertensão arterial estágio 1 (pressão arterial sistólica entre 140-159 mmHg e/ou diastólica entre 90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global. Isso significa que o paciente não possui lesão de órgão-alvo, diabetes, doença renal crônica ou outros fatores de risco que o coloquem em uma categoria de risco moderado a alto. Por outro lado, a terapia combinada (dois ou mais anti-hipertensivos) é geralmente preferida como tratamento inicial para pacientes com hipertensão estágio 2 (pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou diastólica ≥ 100 mmHg) ou para aqueles com alto risco cardiovascular, independentemente do estágio da HAS. A terapia combinada permite um controle mais rápido e eficaz da pressão arterial, o que é crucial para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco. A escolha do medicamento deve ser individualizada, considerando comorbidades e tolerância do paciente.

Perguntas Frequentes

Quando a monoterapia é a estratégia inicial preferencial para hipertensão arterial?

A monoterapia é preferencialmente indicada para pacientes com hipertensão arterial estágio 1 (PA sistólica 140-159 mmHg ou diastólica 90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global e para idosos frágeis.

Quais são os critérios para considerar um paciente com hipertensão estágio 1 e baixo risco cardiovascular?

Um paciente com hipertensão estágio 1 e baixo risco cardiovascular geralmente não possui lesão de órgão-alvo, não tem comorbidades como diabetes ou doença renal crônica, e não apresenta fatores de risco adicionais que elevem seu risco cardiovascular global.

Em que situações a terapia combinada é mais indicada desde o início?

A terapia combinada é mais indicada para pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg), para aqueles com alto risco cardiovascular, ou quando a meta de PA não é atingida com a monoterapia.

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