SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
A monoterapia pode ser a estratégia anti-hipertensiva inicial para pacientes com hipertensão arterial
Monoterapia anti-hipertensiva → indicada para HAS estágio 1 com baixo risco cardiovascular.
As diretrizes atuais de hipertensão arterial recomendam a monoterapia como estratégia inicial para pacientes com hipertensão estágio 1 (PA 140-159/90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global. Em pacientes com PA mais elevada ou risco cardiovascular moderado a alto, a terapia combinada é geralmente preferida desde o início.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. O manejo da HAS envolve mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia farmacológica. A escolha da estratégia anti-hipertensiva inicial, seja monoterapia ou terapia combinada, depende de diversos fatores, incluindo o estágio da hipertensão e o risco cardiovascular global do paciente. As diretrizes atuais de hipertensão arterial, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e europeias, recomendam a monoterapia como estratégia inicial em pacientes com hipertensão arterial estágio 1 (pressão arterial sistólica entre 140-159 mmHg e/ou diastólica entre 90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global. Isso significa que o paciente não possui lesão de órgão-alvo, diabetes, doença renal crônica ou outros fatores de risco que o coloquem em uma categoria de risco moderado a alto. Por outro lado, a terapia combinada (dois ou mais anti-hipertensivos) é geralmente preferida como tratamento inicial para pacientes com hipertensão estágio 2 (pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg e/ou diastólica ≥ 100 mmHg) ou para aqueles com alto risco cardiovascular, independentemente do estágio da HAS. A terapia combinada permite um controle mais rápido e eficaz da pressão arterial, o que é crucial para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em pacientes de alto risco. A escolha do medicamento deve ser individualizada, considerando comorbidades e tolerância do paciente.
A monoterapia é preferencialmente indicada para pacientes com hipertensão arterial estágio 1 (PA sistólica 140-159 mmHg ou diastólica 90-99 mmHg) que apresentam baixo risco cardiovascular global e para idosos frágeis.
Um paciente com hipertensão estágio 1 e baixo risco cardiovascular geralmente não possui lesão de órgão-alvo, não tem comorbidades como diabetes ou doença renal crônica, e não apresenta fatores de risco adicionais que elevem seu risco cardiovascular global.
A terapia combinada é mais indicada para pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg), para aqueles com alto risco cardiovascular, ou quando a meta de PA não é atingida com a monoterapia.
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