Mononucleose Infecciosa em Crianças: Diagnóstico e Sinais

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

Mãe leva à consulta menino de dois anos com febre alta há sete dias, prostrado e com inapetência. Ao exame físico encontra-se com edema palpebral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, linfoadenomegalia submandibular e cervical de consistência firme, hepatomegalia (fígado palpável a 3 cm do rebordo costal D) e esplenomegalia (baço a 2 cm do rebordo costal E). Qual o exame laboratorial mais indicado e a hipótese diagnóstica mais provável para confirmação do diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Aspirado de medula óssea - Leucemia linfóide aguda.
  2. B) Sorologia para vírus Epstein Baar - Mononucleose infecciosa.
  3. C) Pesquisa de anticorpos heterófilos para EBV - Mononucleose infecciosa.
  4. D) Teste rápido para estreptococo do grupo A - Faringoamigdalite estreptocócica.
  5. E) Antiestreptolisina O - Faringoamigdalite estreptocócica.

Pérola Clínica

Febre prolongada, linfoadenomegalia, hepatoesplenomegalia e edema palpebral em criança → Mononucleose infecciosa (EBV).

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre prolongada, linfoadenomegalia generalizada (especialmente cervical e submandibular), hepatoesplenomegalia e edema palpebral é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa em crianças. A confirmação diagnóstica é feita pela sorologia para Vírus Epstein-Barr (EBV).

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), é uma doença comum na infância e adolescência, embora possa ocorrer em qualquer idade. Caracteriza-se por uma síndrome mononucleose-like, com febre prolongada, fadiga intensa, faringite e linfoadenomegalia. Em crianças pequenas, a apresentação pode ser mais atípica, mas o quadro descrito com edema palpebral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, linfoadenomegalia submandibular e cervical, e hepatoesplenomegalia é altamente sugestivo. O diagnóstico clínico é reforçado por achados laboratoriais. O hemograma pode mostrar linfocitose com linfócitos atípicos. No entanto, a confirmação diagnóstica é feita pela sorologia para EBV, que detecta anticorpos específicos. A pesquisa de anticorpos heterófilos (teste de Paul-Bunnell ou Monoteste) é menos sensível em crianças pequenas e pode ser negativa no início da doença. A sorologia para EBV (anti-VCA IgM e IgG, anti-EBNA IgG) é mais precisa. O tratamento da mononucleose é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. É fundamental orientar sobre o risco de ruptura esplênica em casos de esplenomegalia, recomendando evitar atividades físicas de contato por algumas semanas. Complicações raras incluem obstrução das vias aéreas por hipertrofia linfóide, anemia hemolítica e complicações neurológicas. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da mononucleose infecciosa em crianças?

Os sinais clássicos incluem febre prolongada, fadiga, linfoadenomegalia (especialmente cervical), faringite com exsudato, hepatoesplenomegalia e, por vezes, edema palpebral e petéquias no palato.

Qual o exame mais indicado para confirmar o diagnóstico de mononucleose?

O exame mais indicado é a sorologia para Vírus Epstein-Barr (EBV), que pesquisa anticorpos específicos (IgM e IgG) contra antígenos virais, como o VCA (antígeno do capsídeo viral).

Como diferenciar mononucleose de outras infecções em crianças?

A mononucleose se diferencia pela tríade clássica de febre, faringite e linfoadenomegalia, frequentemente acompanhada de hepatoesplenomegalia e um hemograma com linfocitose atípica. Outras causas de síndrome mononucleose-like devem ser consideradas, como CMV ou HIV.

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