Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico Sorológico em Pediatria

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025

Enunciado

Eduardo tem três anos e há 10 dias apresenta febre alta. Ao exame físico, apresenta edema palpebral bilateral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, fígado palpável a 4cm do rebordo costal direito e baço a 5cm do rebordo costa esquerdo. Qual exame mais indicado para confirmação do diagnóstico neste momento?

Alternativas

  1. A) Sorologia para dengue.
  2. B) Sorologia para Epstein-Barr vírus.
  3. C) Aspirado e cultura de medula óssea.
  4. D) Teste rápido para pesquisa de estreptococo do grupo A.

Pérola Clínica

Tríade clássica (febre + faringite + linfadenopatia posterior) + hepatoesplenomegalia em criança/adolescente → Suspeitar de Mononucleose Infecciosa (EBV).

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), apresenta um quadro clínico exuberante. A combinação de febre alta, faringite exsudativa, linfadenopatia (especialmente cadeia cervical posterior) e hepatoesplenomegalia é altamente sugestiva, sendo a sorologia o método confirmatório.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, também conhecida como 'doença do beijo', é uma síndrome clínica causada primariamente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um membro da família do herpesvírus. É extremamente comum, com pico de incidência na adolescência e em adultos jovens, mas também pode ocorrer em crianças, como no caso descrito. A apresentação clínica clássica envolve a tríade de febre, faringite (frequentemente exsudativa) e linfadenopatia, que é tipicamente simétrica e acomete preferencialmente as cadeias cervicais posteriores. Achados como edema palpebral, petéquias no palato e hepatoesplenomegalia, como os do paciente, reforçam muito a suspeita diagnóstica. O diagnóstico diferencial inclui infecções por estreptococo, citomegalovírus (CMV), toxoplasmose e HIV agudo. Embora o quadro clínico seja sugestivo, a confirmação é laboratorial. A sorologia para EBV, pesquisando anticorpos IgM e IgG contra o antígeno do capsídeo viral (VCA), é o método mais específico. O tratamento é de suporte, com hidratação, repouso e analgésicos. É crucial orientar sobre o risco de ruptura esplênica, recomendando evitar esportes de contato por pelo menos 3-4 semanas.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados laboratoriais sugestivos de mononucleose infecciosa?

Além da sorologia positiva, o hemograma tipicamente mostra leucocitose com linfocitose e a presença de mais de 10% de linfócitos atípicos. Também pode haver uma leve elevação das transaminases hepáticas.

Qual sorologia confirma o diagnóstico de mononucleose aguda?

A sorologia para o vírus Epstein-Barr (EBV) é o padrão-ouro. A presença de anticorpos IgM contra o antígeno do capsídeo viral (IgM anti-VCA) confirma uma infecção aguda ou recente.

Quais as principais complicações da mononucleose infecciosa?

As complicações mais temidas, embora raras, são a ruptura esplênica (devido à esplenomegalia), obstrução de vias aéreas superiores por hipertrofia linfoide, e complicações neurológicas ou hematológicas, como anemia hemolítica autoimune.

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