HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Homem, 25 anos, previamente hígido, procura atendimento médico com queixa de febre baixa, tosse seca, mal-estar geral e mialgia há duas semanas. Notou aumento de linfonodos cervicais posteriores, com dor à palpação. Exame físico: regular estado geral, corado, hidratado, acianótico, T = 37,3 ºC, presença de esplenomegalia à palpação abdominal; auscultas pulmonar e cardíaca normais. Exames laboratoriais: hemograma com linfocitose acentuada, hemoglobina e plaquetas normais. A avaliação do esfregaço do sangue periférico revela grande quantidade de linfócitos atípicos. A principal hipótese diagnóstica é de
Febre, linfadenopatia cervical posterior, esplenomegalia + linfocitose atípica → Mononucleose infecciosa (VEB).
A tríade clássica de febre, linfadenopatia (especialmente cervical posterior) e esplenomegalia, associada a linfocitose acentuada com linfócitos atípicos no esfregaço, é altamente sugestiva de mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein Barr (VEB).
A mononucleose infecciosa, frequentemente causada pelo vírus Epstein Barr (VEB), é uma doença viral comum, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Caracteriza-se por uma síndrome mononucleose-like, que pode ser confundida com outras condições infecciosas ou hematológicas, tornando o diagnóstico diferencial um ponto importante na prática clínica. O quadro clínico típico, como o apresentado pelo paciente, inclui febre, mal-estar geral, mialgia, tosse seca e, notavelmente, linfadenopatia cervical posterior dolorosa e esplenomegalia. A presença de esplenomegalia é um achado importante, pois impõe restrições a atividades físicas devido ao risco de ruptura esplênica. Laboratorialmente, a mononucleose infecciosa é marcada por uma linfocitose acentuada com a presença de linfócitos atípicos (linfócitos T ativados) no esfregaço de sangue periférico. Esses achados, combinados com a clínica, são altamente sugestivos da infecção pelo VEB. Testes sorológicos específicos para o VEB ou o Monoteste (anticorpos heterófilos) podem confirmar o diagnóstico. É crucial diferenciar de outras condições como infecção aguda pelo HIV, toxoplasmose ou até mesmo malignidades hematológicas, que podem apresentar sintomas semelhantes, mas com abordagens terapêuticas distintas.
Os principais sintomas da mononucleose infecciosa incluem febre, faringite, linfadenopatia (especialmente cervical posterior) e fadiga. Esplenomegalia é comum e deve-se evitar esportes de contato.
O diagnóstico laboratorial da mononucleose é feito pela presença de linfocitose com linfócitos atípicos no hemograma e por testes sorológicos que detectam anticorpos heterófilos (teste de Paul-Bunnell ou Monoteste) ou anticorpos específicos para o VEB.
Os diferenciais da mononucleose incluem outras infecções virais (citomegalovírus, HIV agudo, adenovírus), toxoplasmose, rubéola e, em casos raros, leucemias ou linfomas, sendo o esfregaço de sangue periférico e a sorologia cruciais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo