UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Eduardo tem três anos e é levado à consulta, por sua mãe, por apresentar febre alta há 10 dias. Ao exame físico, apresenta edema palpebral bilateral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, fígado palpável a 3,5cm do RCD e baço a 2,5cm do RCE. O exame laboratorial indicado para confirmação do diagnóstico é:
Febre prolongada, adenomegalia, hepatoesplenomegalia e exsudato amigdaliano em criança → suspeitar mononucleose; confirmar com sorologia para EBV.
O quadro clínico de febre prolongada, linfadenopatia generalizada (especialmente cervical posterior), hepatoesplenomegalia e exsudato amigdaliano é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa. A sorologia para o vírus Epstein-Barr (EBV), com pesquisa de anticorpos específicos, é o exame confirmatório.
A mononucleose infecciosa, frequentemente causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma síndrome comum na infância e adolescência, embora possa ocorrer em qualquer idade. Caracteriza-se por uma tríade clássica de febre, faringite e linfadenopatia, mas pode apresentar uma gama variada de sintomas, tornando seu diagnóstico um desafio clínico. A epidemiologia mostra que a maioria dos adultos já foi exposta ao EBV, mas a infecção primária na infância pode ser assintomática ou apresentar-se com o quadro típico. A fisiopatologia envolve a infecção de linfócitos B, levando a uma resposta imune exuberante com proliferação de linfócitos T atípicos. O quadro clínico de Eduardo, com febre alta prolongada, edema palpebral bilateral, petéquias no palato, exsudato amigdaliano, adenomegalia cervical anterior e posterior, e hepatoesplenomegalia, é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa. O diagnóstico laboratorial é confirmado pela sorologia para EBV, que detecta anticorpos específicos (IgM anti-VCA para infecção aguda e IgG anti-VCA e anti-EBNA para infecção passada ou crônica). O teste de Paul-Bunnell, que detecta anticorpos heterófilos, também pode ser utilizado, mas é menos sensível em crianças pequenas. O tratamento da mononucleose é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Complicações raras incluem ruptura esplênica (exigindo restrição de atividades físicas), obstrução de vias aéreas superiores por hipertrofia linfática e anemia hemolítica. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa, mas a fadiga pode persistir por semanas a meses. É crucial o acompanhamento para monitorar o tamanho do baço e evitar traumas abdominais.
Os sinais clássicos incluem febre alta prolongada, fadiga intensa, faringite com exsudato amigdaliano, adenomegalia (especialmente cervical posterior) e hepatoesplenomegalia. Edema palpebral e petéquias no palato também podem ocorrer.
A sorologia para o vírus Epstein-Barr (EBV) é o exame confirmatório, pesquisando anticorpos específicos como IgM e IgG para VCA (antígeno do capsídeo viral) e EA-D (antígeno precoce difuso).
A mononucleose se diferencia pela presença de adenomegalia cervical posterior, hepatoesplenomegalia, febre prolongada e, por vezes, edema palpebral. Testes para estreptococo seriam negativos, e a sorologia para EBV confirmaria o diagnóstico.
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