Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Rash por Amoxicilina

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Um adolescente de 12 anos apresenta febre (38-38,5 °C) há 14 dias, cansaço e dor de garganta. Ao exame, placas esbranquiçadas em amígdalas, linfonodomegalias em cadeias cervicais anteriores bilaterais e esplenomegalia. Refere que, no segundo dia dos sintomas, procurou emergência e foi liberado com amoxicilina, mas evoluiu com exantema maculopapular, no segundo dia do antibiótico, que foi suspenso. A provável etiologia para o quadro é:

Alternativas

  1. A) Vírus da dengue.
  2. B) Vírus Epstein-Barr.
  3. C) Streptococcus beta-hemolítico do grupo A.
  4. D) Zika vírus.
  5. E) Parvovírus B19.

Pérola Clínica

Faringite + Esplenomegalia + Rash após Amoxicilina = Mononucleose Infecciosa (EBV).

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa deve ser suspeitada em adolescentes com faringite prolongada, linfonodomegalia e rash cutâneo após uso de aminopenicilinas.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma síndrome linfoproliferativa benigna. O diagnóstico diferencial com faringite bacteriana é crucial, pois o tratamento equivocado com amoxicilina ou ampicilina desencadeia um exantema maculopapular pruriginoso. O diagnóstico laboratorial baseia-se na presença de linfocitose com atipia linfocitária (>10%) e sorologia (anticorpos heterófilos ou anti-VCA). O tratamento é de suporte, focando em hidratação e analgesia, com excelente prognóstico na maioria dos casos.

Perguntas Frequentes

Por que a amoxicilina causa rash na mononucleose?

Não é uma alergia verdadeira, mas uma reação imunomediada idiopática que ocorre em cerca de 80-90% dos pacientes com mononucleose que utilizam aminopenicilinas.

Quais os principais achados físicos da mononucleose?

A tríade clássica é febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia cervical posterior. A esplenomegalia está presente em cerca de 50% dos casos.

Qual a principal recomendação para pacientes com esplenomegalia?

Deve-se orientar o afastamento de esportes de contato por pelo menos 3 a 4 semanas para evitar o risco de ruptura esplênica traumática.

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