PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Um adolescente de 18 anos apresenta-se com história de febre e odinofagia há alguns dias. Durante o exame físico, notam-se amígdalas hiperemiadas com exsudato, aumento de linfonodos cervicais e esplenomegalia. Dentre as possíveis hipóteses diagnósticas, deve-se considerar a:
Mononucleose infecciosa: febre + odinofagia + linfadenopatia + esplenomegalia em adolescente/adulto jovem.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo VEB, deve ser suspeitada em adolescentes e adultos jovens com a tríade clássica de febre, odinofagia e linfadenopatia, frequentemente acompanhada de esplenomegalia e exsudato amigdaliano. O diagnóstico diferencial com amigdalite estreptocócica é crucial.
A mononucleose infecciosa, também conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome causada principalmente pelo Vírus Epstein-Barr (VEB), um herpesvírus comum que infecta linfócitos B. É mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, sendo uma causa importante de febre, odinofagia e linfadenopatia. A compreensão de suas manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico diferencial em quadros de amigdalite. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais da orofaringe e subsequente infecção dos linfócitos B, levando a uma resposta imune exuberante com linfocitose atípica. O diagnóstico é clínico, laboratorial (linfocitose atípica, anticorpos heterófilos - teste de Paul-Bunnell ou Monoteste, sorologia específica para VEB) e deve considerar a presença de esplenomegalia e hepatomegalia. O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. É fundamental orientar sobre o risco de ruptura esplênica, evitando atividades físicas de contato por 3-4 semanas. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa, mas a fadiga pode persistir por semanas a meses.
Os sintomas clássicos incluem febre, dor de garganta (odinofagia), linfadenopatia cervical e fadiga. Esplenomegalia e exsudato amigdaliano também são comuns.
A mononucleose frequentemente apresenta esplenomegalia e linfadenopatia mais generalizada, além de um curso mais prolongado. Testes sorológicos para VEB e hemograma podem ajudar.
As complicações incluem ruptura esplênica (rara, mas grave), obstrução das vias aéreas superiores, hepatite e, em imunocomprometidos, linfoproliferação.
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