SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um adolescente de 15 anos procurou o médico com queixas de febre há 10 dias, dor de garganta, astenia e náuseas. Ao exame físico, chamavam a atenção linfonodomegalias cervicais posteriores bilaterais, de consistência elástica, móveis e algo dolorosas. Hemograma mostrava linfocitose com atipia linfocitária. Sobre essa condição clínica, assinale a alternativa CORRETA.
Mononucleose infecciosa = febre, faringite, linfonodomegalia (cervical posterior) + linfocitose atípica; risco de ruptura esplênica.
A mononucleose infecciosa, causada pelo EBV, é uma doença autolimitada, mas pode ter complicações sérias como a ruptura esplênica, especialmente em atividades físicas. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com linfocitose atípica e sorologia.
A mononucleose infecciosa, comumente conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome clínica causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um herpesvírus. É mais frequente em adolescentes e adultos jovens, caracterizada por febre, faringite, linfonodomegalia (especialmente cervical posterior) e fadiga intensa. Embora geralmente autolimitada, sua importância reside na necessidade de reconhecimento e manejo adequado das complicações. A fisiopatologia envolve a infecção de linfócitos B pelo EBV, levando a uma resposta imune robusta com proliferação de linfócitos T CD8+ atípicos, que são detectados no hemograma. O diagnóstico é clínico, laboratorial (linfocitose atípica, sorologia para EBV) e pode ser complementado pelo teste de Monospot. É crucial suspeitar da condição em pacientes com a tríade clássica de sintomas. O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Antibióticos não são indicados, e a amoxicilina deve ser evitada devido ao alto risco de rash cutâneo. A principal complicação grave é a ruptura esplênica, que exige restrição de atividades físicas por várias semanas. Outras complicações incluem obstrução das vias aéreas por linfonodos volumosos e, raramente, complicações neurológicas ou hematológicas.
A tríade clássica da mononucleose infecciosa inclui febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia, especialmente cervical posterior. Fadiga e astenia são também muito comuns.
A mononucleose pode causar esplenomegalia significativa, tornando o baço mais frágil e suscetível a traumas. Atividades físicas intensas devem ser evitadas para reduzir o risco de ruptura esplênica.
O hemograma na mononucleose tipicamente revela linfocitose com a presença de linfócitos atípicos (células de Downey), que são linfócitos T CD8+ ativados em resposta à infecção pelo EBV.
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