INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma jovem de 15 anos, previamente hígida, é trazida para consulta em unidade básica de saúde devido a quadro, iniciado há 1 semana, de astenia progressiva, dor de garganta e febre diária. Ao exame físico, apresenta linfonodomegalia cervical, principalmente em cadeia posterior, leve erupção cutânea não pruriginosa em tronco e em membros superiores, além de petéquias em palato e tonsilite exsudativa. Nega ter vida sexual ativa e usar drogas injetáveis.Considerando essas informações, a hipótese diagnóstica mais provável é
Adolescente com astenia, dor de garganta, febre, linfonodomegalia cervical posterior, tonsilite exsudativa, petéquias palato → Mononucleose infecciosa.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo EBV, é comum em adolescentes e jovens adultos. Sua apresentação clássica inclui a tríade de febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia (especialmente cervical posterior), podendo haver também exantema e petéquias no palato.
A mononucleose infecciosa é uma doença viral aguda, mais comumente causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), um herpesvírus que infecta linfócitos B. É prevalente em adolescentes e jovens adultos, sendo conhecida como "doença do beijo" devido à sua transmissão primária pela saliva. Embora geralmente autolimitada, pode causar morbidade significativa devido à astenia prolongada e possíveis complicações. O quadro clínico clássico inclui a tríade de febre, faringite exsudativa e linfonodomegalia, que frequentemente afeta as cadeias cervicais posteriores. Outros achados comuns são astenia intensa, hepatoesplenomegalia, erupções cutâneas (especialmente após uso de amoxicilina) e petéquias no palato. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com hemograma mostrando linfocitose atípica e testes sorológicos (anticorpos heterófilos ou específicos para EBV) confirmando a infecção. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas com analgésicos e anti-inflamatórios. Repouso é recomendado, especialmente para evitar ruptura esplênica em casos de esplenomegalia. A recuperação completa pode levar semanas a meses devido à astenia persistente. É crucial o diagnóstico diferencial com outras condições como faringite estreptocócica, citomegalovirose, toxoplasmose e, em casos atípicos, infecção aguda pelo HIV.
Os sintomas incluem astenia progressiva, febre, dor de garganta intensa com tonsilite exsudativa, linfonodomegalia generalizada (especialmente cervical posterior), e ocasionalmente erupções cutâneas e petéquias no palato.
O principal agente é o Vírus Epstein-Barr (EBV), um herpesvírus transmitido principalmente pela saliva, o que lhe confere o apelido de 'doença do beijo'.
A mononucleose se diferencia pela astenia prolongada, linfonodomegalia mais proeminente na cadeia cervical posterior, presença de petéquias no palato e, laboratorialmente, pela linfocitose atípica e testes sorológicos para EBV.
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