Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Manejo Clínico

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Jovem de 16 anos é atendido na Unidade Básica de Saúde com um quadro de dor de garganta, febre alta, dor nas articulações e exantema em todo o corpo há dois dias. Levando em consideração o caso acima, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) entre as hipóteses diagnósticas, o médico deve considerar infecção pelo vírus Epstein-Barr.
  2. B) a solicitação de hemograma com pesquisa de linfócitos atípicos pode auxiliar no diagnóstico.
  3. C) a presença de hepato ou esplenomegalia deve ser explorada no exame físico.
  4. D) deve ser feito o diagnóstico diferencial com escarlatina.
  5. E) no caso de mononucleose infecciosa, há necessidade de antibioticoterapia.

Pérola Clínica

Mononucleose infecciosa é viral (VEB) → NÃO requer antibioticoterapia.

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença viral. Portanto, antibioticoterapia não é indicada e pode até causar exantema em pacientes tratados com amoxicilina ou ampicilina. O tratamento é sintomático.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, comumente causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença viral que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. O quadro clínico típico inclui febre alta, dor de garganta (faringite exsudativa), linfadenopatia generalizada (especialmente cervical) e fadiga. Outras manifestações como hepatoesplenomegalia e exantema maculopapular podem estar presentes, tornando o diagnóstico diferencial com outras infecções, como a escarlatina, importante. O diagnóstico é sugerido pela clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais, como o hemograma que revela linfocitose com presença de linfócitos atípicos, e testes sorológicos específicos para o VEB. É crucial considerar a mononucleose em pacientes com faringite que não respondem à antibioticoterapia ou que desenvolvem exantema após o uso de aminopenicilinas. O tratamento da mononucleose infecciosa é primariamente de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos/antitérmicos. A antibioticoterapia é contraindicada, pois a doença é viral e os antibióticos são ineficazes, podendo inclusive causar reações adversas como o rash cutâneo com amoxicilina. A orientação sobre a restrição de atividades físicas, especialmente esportes de contato, é importante devido ao risco de ruptura esplênica em casos de esplenomegalia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da mononucleose infecciosa em adolescentes?

Os sintomas clássicos incluem febre alta, dor de garganta (faringite exsudativa), linfadenopatia cervical e fadiga intensa. Hepatoesplenomegalia e exantema também podem ocorrer.

Como o hemograma pode auxiliar no diagnóstico da mononucleose?

O hemograma frequentemente revela leucocitose com linfocitose atípica (linfócitos grandes, basofílicos e com núcleo irregular), que é um achado característico da mononucleose infecciosa.

Por que a antibioticoterapia é contraindicada na mononucleose infecciosa?

A mononucleose é uma infecção viral, e antibióticos são ineficazes contra vírus. Além disso, o uso de aminopenicilinas (como amoxicilina) em pacientes com mononucleose pode desencadear um exantema maculopapular generalizado.

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