PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente de 7 anos de idade, residente na capital, procura a Unidade Básica de Saúde com relato de febre, cefaleia e dor abdominal há cinco dias sem melhora com tratamento. Ao exame físico, você percebe a presença de exantema maculopapular em tronco e membros. Assinale a alternativa que descreve UM DADO EPIDEMIOLÓGICO IMPORTANTE para o esclarecimento diagnóstico:
Exantema maculopapular após penicilina em criança com febre/cefaleia/dor abdominal → suspeitar de mononucleose infecciosa.
Em crianças com quadro de febre, cefaleia e dor abdominal, a presença de exantema maculopapular, especialmente após o uso de penicilina ou derivados, é um forte indício de mononucleose infecciosa. Este exantema é uma reação comum e não alérgica à amoxicilina/ampicilina em pacientes com infecção pelo vírus Epstein-Barr.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), é uma doença comum na infância e adolescência, embora sua apresentação possa variar com a idade. Os sintomas clássicos incluem febre, faringite, linfadenopatia e fadiga. Em crianças pequenas, o quadro pode ser mais atípico, com sintomas constitucionais como febre, cefaleia e dor abdominal, tornando o diagnóstico mais desafiador. Um dado epidemiológico crucial, como abordado na questão, é o uso recente de antibióticos da classe das penicilinas (especialmente amoxicilina ou ampicilina). Pacientes com mononucleose que recebem esses medicamentos desenvolvem um exantema maculopapular em até 90% dos casos. Este exantema não é uma alergia verdadeira à penicilina, mas sim uma reação imunológica específica que ocorre na presença da infecção pelo VEB. Para residentes, é vital reconhecer essa associação para evitar o diagnóstico errôneo de alergia à penicilina e para orientar corretamente o tratamento e o acompanhamento. A história completa, incluindo o uso de medicamentos, é fundamental no diagnóstico diferencial das doenças exantemáticas febris.
O exantema maculopapular que ocorre em pacientes com mononucleose infecciosa após o uso de penicilinas (especialmente amoxicilina ou ampicilina) não é uma reação alérgica verdadeira. É uma reação imunológica mediada por linfócitos T ao complexo droga-vírus, que ocorre em até 90% dos pacientes com VEB que recebem esses antibióticos.
Os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa incluem febre, faringite (com ou sem exsudato), linfadenopatia (especialmente cervical posterior) e fadiga. Hepatoesplenomegalia também pode estar presente. Em crianças pequenas, a apresentação pode ser mais inespecífica, com sintomas como febre, cefaleia e dor abdominal.
A diferenciação envolve a história clínica completa, incluindo o uso de medicamentos, e a avaliação dos sintomas associados. O exantema da mononucleose induzido por amoxicilina é tipicamente maculopapular, eritematoso e pruriginoso, surgindo dias após o início do antibiótico. Outras doenças exantemáticas têm padrões e associações clínicas distintas (ex: sarampo, rubéola, dengue, febre maculosa).
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