Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Quadro Clínico

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 8 anos é levado ao pronto-socorro com febre há 5 dias, faringite intensa e linfonodos cervicais aumentados. Apresenta ainda fadiga, hepatoesplenomegalia discreta ao exame físico. Exames laboratoriais: Hemograma: leucocitose discreta, linfócitos atípicos presentes. O diagnóstico associado ao quadro clínico é:

Alternativas

  1. A) Mononucleose infecciosa.
  2. B) Amigdalite estreptocócica.
  3. C) Citomegalovirose congênita.
  4. D) Escarlatina.
  5. E) Leucemia linfocítica aguda.

Pérola Clínica

Febre + Faringite + Adenomegalia + Linfocitose atípica = Mononucleose (EBV).

Resumo-Chave

A mononucleose infecciosa clássica apresenta a tríade de febre, faringite e linfadenopatia, frequentemente acompanhada de fadiga extrema e esplenomegalia.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, causada majoritariamente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), é uma síndrome linfoproliferativa benigna comum na infância e adolescência. A transmissão ocorre via saliva, justificando o apelido de 'doença do beijo'. O quadro clínico varia de assintomático a formas graves com obstrução de vias aéreas por hipertrofia amigdaliana. O tratamento é essencialmente de suporte, focando em hidratação e analgesia. O uso de corticosteroides é reservado para complicações específicas como obstrução respiratória iminente, anemia hemolítica ou trombocitopenia grave.

Perguntas Frequentes

Como confirmar o diagnóstico de mononucleose?

O diagnóstico é clínico-laboratorial. O hemograma revela linfocitose com presença de linfócitos atípicos (geralmente >10%). Testes sorológicos como o Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos) são úteis em crianças maiores, enquanto a sorologia específica para EBV (anti-VCA IgM/IgG) é necessária em crianças pequenas que não produzem anticorpos heterófilos de forma confiável.

Qual o risco da esplenomegalia na mononucleose?

A esplenomegalia ocorre em cerca de 50% dos casos e traz o risco de ruptura esplênica, uma complicação rara mas grave. Por isso, recomenda-se que atletas e crianças evitem esportes de contato por pelo menos 3 a 4 semanas após o início dos sintomas ou até a resolução documentada da esplenomegalia.

Como diferenciar mononucleose de faringite bacteriana?

A faringite estreptocócica costuma ter início súbito, sem fadiga intensa ou esplenomegalia. Na mononucleose, a faringite é exsudativa e persistente, acompanhada de linfadenopatia generalizada (incluindo cadeia posterior) e a característica linfocitose atípica no sangue periférico, além de durar mais tempo que a bacteriana.

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