Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Sinais Clínicos

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021

Enunciado

Ricardo, 15 anos, vem à consulta acompanhado da mãe no período da manhã. Há 3 dias iniciou com quadro de febre, dor de garganta e fadiga. Ao exame físico está afebril, eucárdico e eupneico. Apresenta linfonodomegalia dolorosa, fibro elástica e móvel na região cervical anterior e posterior, axilar e inguinal. Na oroscopia, visualiza-se hiperemia da faringe, hipertrofia e hiperemia tonsilarbilateral e petéquias no palato. Ausculta cardíaca e pulmonar estão normais. O exame do abdômen revela a presença de hepatoesplenomegalia. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Mononucleose infecciosa.
  2. B) Sífilis secundária.
  3. C) Toxoplasmose.
  4. D) Infecção aguda pelo HIV.
  5. E) Brucelose.

Pérola Clínica

Mononucleose infecciosa: Febre, faringite, linfonodomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia em adolescente.

Resumo-Chave

O quadro clínico de Ricardo, com febre, dor de garganta, fadiga, linfonodomegalia generalizada, petéquias no palato e hepatoesplenomegalia, é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB).

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa, também conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome clínica causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), um herpesvírus humano tipo 4. É mais comum em adolescentes e adultos jovens, transmitida principalmente pela saliva. O período de incubação é de 4 a 6 semanas, e a doença pode durar várias semanas ou meses. O quadro clínico típico inclui febre, faringite exsudativa (que pode ser confundida com faringite estreptocócica), linfonodomegalia generalizada (cervical posterior, axilar, inguinal) e fadiga intensa. Hepatoesplenomegalia é comum, e petéquias no palato podem ser observadas. Complicações raras incluem ruptura esplênica, obstrução das vias aéreas superiores e complicações neurológicas. O diagnóstico é baseado na clínica e confirmado por exames laboratoriais. O hemograma pode revelar linfocitose com linfócitos atípicos. Testes sorológicos, como o teste de Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos) ou a pesquisa de anticorpos específicos para o VEB (anti-VCA IgM e IgG), são confirmatórios. O tratamento é de suporte, com repouso e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides podem ser considerados em casos de obstrução de vias aéreas ou anemia hemolítica grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa?

Os sintomas clássicos incluem febre, faringite (muitas vezes com exsudato ou petéquias no palato), linfonodomegalia generalizada (cervical, axilar, inguinal) e fadiga intensa.

Qual é o agente etiológico mais comum da mononucleose infecciosa?

O agente etiológico mais comum é o vírus Epstein-Barr (VEB), um herpesvírus que se transmite principalmente pela saliva.

Quais exames laboratoriais auxiliam no diagnóstico da mononucleose?

O hemograma pode mostrar linfocitose atípica. Testes sorológicos como o teste de Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos) ou a detecção de anticorpos específicos para o VEB (anti-VCA IgM e IgG) confirmam o diagnóstico.

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