Mononucleose Infecciosa: Diagnóstico e Manejo em Crianças

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Menor de doze anos apresenta quadro de febre alta (tax: 39ºC), faringoamigdalite pultácea, hepatoesplenomegalia, poliadenopatia generalizada, exantema micropapular difuso, que se iniciou há cinco dias. A principal hipótese diagnóstica e a conduta indicada neste caso incluem, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Mononucleose infecciosa - prescrição de sintomáticos;
  2. B) Mononucleose infecciosa - prescrição de prednisona oral;
  3. C) Escarlatina - administração de penicilina por via parenteral;
  4. D) Doença de Kawasaki - administração venosa de imunoglobulina;
  5. E) Escarlatina - prescrição de sulfametoxazol - trimetoprim por via oral;

Pérola Clínica

Mononucleose infecciosa: tríade febre, faringite, linfadenopatia + hepatoesplenomegalia e exantema. Tratamento sintomático.

Resumo-Chave

O quadro clínico de febre alta, faringoamigdalite pultácea, poliadenopatia generalizada, hepatoesplenomegalia e exantema micropapular em criança é altamente sugestivo de mononucleose infecciosa, causada pelo vírus Epstein-Barr. O tratamento é de suporte, com sintomáticos.

Contexto Educacional

A mononucleose infecciosa é uma doença comum, geralmente benigna, causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB). É transmitida pela saliva e afeta predominantemente adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em crianças. O período de incubação é de 4 a 6 semanas. A apresentação clínica clássica inclui a tríade de febre, faringite e linfadenopatia, mas o quadro pode ser mais complexo. No caso descrito, a criança apresenta febre alta, faringoamigdalite pultácea, poliadenopatia generalizada, hepatoesplenomegalia e exantema micropapular difuso. A hepatoesplenomegalia e a poliadenopatia são achados muito sugestivos de mononucleose, diferenciando-a de uma faringite bacteriana simples. O exantema pode ocorrer, especialmente se antibióticos como ampicilina ou amoxicilina forem administrados, mas também pode ser parte da apresentação viral. O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por exames laboratoriais (linfocitose atípica, anticorpos heterófilos ou sorologia específica para VEB). O tratamento é essencialmente sintomático, visando aliviar a febre e a dor. Não há tratamento antiviral específico. É importante orientar sobre o repouso e evitar atividades físicas intensas devido ao risco de ruptura esplênica, que é uma complicação rara, mas grave, da esplenomegalia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados clínicos da mononucleose infecciosa?

A mononucleose infecciosa clássica apresenta febre, faringite (muitas vezes pultácea), linfadenopatia (especialmente cervical posterior e generalizada), fadiga, hepatoesplenomegalia e, ocasionalmente, exantema.

Como é feito o diagnóstico laboratorial da mononucleose?

O diagnóstico é confirmado por sorologia para o vírus Epstein-Barr (VEB), com pesquisa de anticorpos IgM e IgG, e pelo teste de Paul-Bunnell (anticorpos heterófilos), que é mais sensível em crianças maiores e adultos.

Qual a conduta terapêutica para mononucleose infecciosa?

O tratamento é de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Corticosteroides podem ser considerados em casos graves de obstrução de vias aéreas ou anemia hemolítica. Evitar esportes de contato devido ao risco de ruptura esplênica.

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