SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Em adolescentes, a apresentação clínica mais comum da infecção pelo vírus EpsteinBarr é:
Adolescentes com EBV → Mononucleose infecciosa (febre, faringite, linfadenopatia).
A infecção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV) é ubíqua e, embora assintomática em crianças pequenas, em adolescentes e adultos jovens, manifesta-se classicamente como mononucleose infecciosa. Esta síndrome é caracterizada pela tríade de febre, faringite exsudativa e linfadenopatia, frequentemente acompanhada de fadiga e esplenomegalia.
A infecção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), também conhecido como herpesvírus humano tipo 4, é uma das infecções virais mais comuns em humanos. A maioria das pessoas é infectada em algum momento da vida. Em crianças pequenas, a infecção primária por EBV é frequentemente assintomática ou se manifesta com sintomas leves e inespecíficos. No entanto, em adolescentes e adultos jovens, a apresentação clínica mais característica e comum é a mononucleose infecciosa, também conhecida como "doença do beijo" devido à sua transmissão pela saliva. A mononucleose infecciosa é uma síndrome clínica caracterizada pela tríade clássica de febre, faringite exsudativa (com dor de garganta intensa) e linfadenopatia generalizada, especialmente cervical posterior. Outros sintomas comuns incluem fadiga profunda, mal-estar, cefaleia, mialgia, esplenomegalia (presente em 50-75% dos casos) e, ocasionalmente, hepatomegalia. Um exantema maculopapular pode ocorrer, sendo quase universal se o paciente for tratado com amoxicilina ou ampicilina durante a fase aguda da doença. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais como hemograma (que revela linfocitose com linfócitos atípicos) e testes sorológicos (teste de Monospot para anticorpos heterófilos ou sorologia específica para EBV, como IgM e IgG para o antígeno do capsídeo viral - VCA). O manejo é de suporte, com repouso, hidratação e analgésicos. É crucial orientar o paciente a evitar atividades físicas intensas e esportes de contato por pelo menos 3-4 semanas devido ao risco de ruptura esplênica.
Os sintomas clássicos da mononucleose infecciosa em adolescentes incluem febre, faringite exsudativa (dor de garganta com placas), linfadenopatia cervical (ínguas no pescoço), fadiga intensa e, em muitos casos, esplenomegalia (aumento do baço).
O diagnóstico é feito com base na clínica, hemograma (linfocitose atípica) e testes sorológicos. O teste de Monospot (anticorpos heterófilos) é comum, mas a sorologia específica para EBV (IgM e IgG para VCA, EBNA) é mais precisa, especialmente em casos duvidosos.
As complicações incluem ruptura esplênica (rara, mas grave, exige evitar esportes de contato), obstrução das vias aéreas superiores por linfadenopatia maciça, hepatite, anemia hemolítica e, em casos raros, complicações neurológicas como meningite ou encefalite.
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