HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024
Adolescente, sexo masculino, com 13 anos de idade tem febre acima de 38,5 °C há 5 dias, com odinofagia e dor abdominal. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com presença de adenomegalia cervical posterior bilateral móvel e de consistência elástica, com linfonodos de 2,5 e exsudato branco-acinzentado em amígdalas bilateralmente. O fígado apresenta-se palpável a 2 cm do rebordo costal direito e o baço palpável a 4 cm de rebordo costal esquerdo. Qual a principal hipótese diagnóstica?
Adolescente com febre, odinofagia, adenomegalia cervical posterior, hepatoesplenomegalia e exsudato amigdaliano → Mononucleose Infecciosa (EBV).
A tríade clássica da mononucleose infecciosa em adolescentes e adultos jovens inclui febre, faringite com exsudato e linfadenopatia (especialmente cervical posterior). A presença de hepatoesplenomegalia é um achado comum e distintivo, reforçando a suspeita diagnóstica.
A mononucleose infecciosa, causada principalmente pelo Epstein-Barr vírus (EBV), é uma doença comum, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Sua apresentação clínica clássica é caracterizada pela tríade de febre, faringite exsudativa e linfadenopatia, que pode ser confundida com outras infecções de vias aéreas superiores, como a amigdalite estreptocócica. No entanto, a presença de adenomegalia cervical posterior e a hepatoesplenomegalia são achados distintivos que devem levantar a suspeita de mononucleose. O diagnóstico da mononucleose é primariamente clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico. Exames laboratoriais podem auxiliar na confirmação, como o hemograma que pode mostrar linfocitose atípica, e testes sorológicos específicos para EBV ou o teste de Monospot. É crucial reconhecer a esplenomegalia, pois atividades físicas intensas devem ser restritas para evitar o risco de ruptura esplênica, uma complicação rara, mas potencialmente fatal. Para residentes, é fundamental dominar o diagnóstico diferencial das faringites e linfadenopatias. A mononucleose, embora geralmente autolimitada, exige manejo sintomático e orientação sobre as complicações. A diferenciação de outras condições, como citomegalovírus, toxoplasmose ou HIV agudo, que podem causar síndromes mononucleose-like, também é um ponto importante na prática clínica.
Os sintomas clássicos incluem febre, faringite com exsudato e linfadenopatia, especialmente cervical posterior. Fadiga e hepatoesplenomegalia também são comuns.
A mononucleose frequentemente apresenta linfadenopatia cervical posterior e hepatoesplenomegalia, que são menos comuns na amigdalite bacteriana. O teste de Monospot ou sorologia para EBV confirmam.
As complicações incluem ruptura esplênica (rara, mas grave), obstrução das vias aéreas superiores devido a linfadenopatia maciça, hepatite e, em casos raros, síndromes neurológicas.
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